A busca simultânea de R$ 2 bilhões em empréstimos pela prefeitura de Joinville é inédita em volume de recursos envolvidos. A maior fatia é formada pelos três financiamentos internacionais, com R$ 1,3 bilhão. Há ainda outras seis contratações em andamento junto ao BNDES, Caixa e Banco do Brasil. Os empréstimos estão em diferentes estágios de preparação, a maioria com possibilidade de assinatura de contratos ainda em 2026 e desembolso a partir de 2027.
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Um dos empréstimos será usado em obras da Ponte Joinville
Até então, o maior empréstimo da prefeitura de Joinville havia sido assinado em 2017 com o BID, com US$ 70 milhões. Duas das três contratações em andamento, já autorizadas pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) passam essa quantia com folga. Os US$ 99,2 milhões com o BID serão usados na ampliação da rede de ensino, inclusive com PPP para construção de 27 escolas e centros de educação infantil.
Nas contratações internacionais, há ainda US$ 90 milhões para a infraestrutura, com parcela para complemento da Ponte Joinville, em obras desde 2024, e US$ 65 milhões para parque do rio Cachoeira e programas de habitação, em tratativas com a Agência Francesa de Desenvolvimento. Os recursos também serão usados em projetos, com parte das obras com previsão de início somente no final da década ou a partir da próxima. Na lista dos empréstimos nacionais, a maior parte é para infraestrutura, como pavimentação e drenagem.
A condição da prefeitura de Joinville de ter ficado com nova insuficiente no indicador Capacidade de Pagamento (Capag) entre o final de 2023 e início de 2025, ajudou a formar a fila de empréstimos: sem a pontuação necessária, recuperada no ano passado, o município não teve acesso a financiamentos internacionais. No momento, sem as contratações em andamento, Joinville compromete 18% de sua receita com o pagamento de dívidas. O limite é de 120%. A “folga” é apontada pela prefeitura como janela para a contratação de novos empréstimos.
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A lista de empréstimos em contratação
BNDES – R$ 112,6 milhões – Saúde
Equipamentos e materiais para a rede municipal de saúde
BNDES – R$ 65 milhões –
Obras de drenagem e repavimentação no bairro Aventureiro, molhes e cais flutuantes da Vigorelli, projetos de drenagem e pavimentação e implementação de um Parque Linear no bairro João Costa.
Caixa – R$ 14 milhões – Infraestrutura
Requalificação da rua Clodoaldo Gomes
Caixa Econômica – R$ 100 milhões
Proposta foi aprovada no Novo PAC. Recursos serão usados na implantação do binário da Monsenhor Gercino e Florianópolis. As duas vias vão passar por requalificação.
Caixa Econômica – R$ 200 milhões – Infraestrutura
Destino prioritário será pavimentação de ruas urbanas e estradas rurais.
Banco do Brasil – R$ 200 milhões – Infraestrutura
Financiamento será usado em obras viárias, incluindo projetos e desapropriações.
BID – US$ 99,2 milhões – Educação
Recursos serão utilizados na ampliação da rede municipal de educação. Um dos projetos é parceria pública-privada (PPP) para ampliar a oferta em quase 20 mil vagas. São planejadas 27 novas escolas e centros de educação infantil por meio do modelo, inédito na cidade. Os recursos também serão usados na contratação direta de construção de unidades educacionais.
Agência Francesa de Desenvolvimento – US$ 64,4 milhões – Parque e habitação
Financiamento será usado no parque linear do rio Cachoeira e programas habitacionais. O Porto Cachoeira prevê uma série de etapas, com novos passeios e áreas de convivência. Segmento do rio vai passar por desassoreamento. A parcela da habitação será usada em urbanização e construção de moradias.
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Fonplata – US$ 90 milhões – Mobilidade
O empréstimo será utilizado em complemento da Ponte Joinville, em obras, e novo acesso ao bairro Espinheiros (com ponte de quase 300 metros), além de requalificação de mais de 20 km de vias. Objetivo é criar novo eixo entre as zonas Sul e Leste da cidade.






