As expectativas não se confirmaram e a contratação do projeto do maior trecho da Via Mar ainda não tem licitação. A estimativa era de lançamento do edital do lote 5, com 55 km, até o final de 2025, mas acabou ficando para 2026. Neste momento, estão em elaboração os projetos dos segmentos entre Joinville e Itajaí, com 90,5 km, divididos em quatro lotes. A extensão total pretendida para a Via Mar, uma nova rodovia estadual litorânea, paralela à BR-101, é de 145 km, entre Joinville e o Contorno Viário da Grande Florianópolis.

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A situação de o lote remanescente ainda não contar edital de concorrência para o projeto não atrapalha os planos do governo do Estado em iniciar as obras da Via Mar ainda no primeiro semestre de 2026, afinal, o começo será por um dos lotes – não serão iniciados todos os segmentos ao mesmo tempo. Mas o tempo que a elaboração da licitação está levando ajuda a demonstrar a complexidade que será dar a largada para uma estrada a partir do zero.

A demora na preparação do edital seria por causa de o lote ser o mais extenso e complexo, inclusive com previsão de túnel, além de duas pontes e dez viadutos. O segmento fica entre a SC-486 e o Contorno Viário. O trecho não entrou na licitação de 2022 porque, naquele momento, foram escolhidos os trechos de maior movimento.

Os quatro lotes de projetos em andamento tiveram ordem de serviço liberada em outubro de 2024, com dois anos para a conclusão. O governo do Estado, no entanto, aponta a antecipação dos prazos, com início das entregas dos projetos já nos primeiros meses de 2026. A conclusão dos projetos é um dos desafios: será preciso ainda preparar os editais das obras, conseguir o licenciamento ambiental (o estudo está em andamento, com execução de 25%), encaminhar as desapropriações e definir fonte de recursos.

A Via Mar será concedida à iniciativa privada, mas o governo do Estado pretende adiantar os recursos para o início das obras, com ressarcimento durante a concessão. O custo da rodovia é estimado entre R$ 7,5 bilhões e R$ 9,2 bilhões. O custeio é o outro desafio, afinal, o plano é montar uma PPP no qual a iniciativa privada se encarrega da construção e da operação, uma modelagem complexa: tradicionalmente, as concessões no País são de rodovias já prontas, com inclusão de obras de ampliação.

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