Uma das principais mudanças administrativas pretendidas pelo governo Adriano Silva não foi adiante. A implantação de organização social na gestão do Hospital São José apareceu entre os temas centrais na campanha eleitoral de 2020 e nas prioridades do primeiro mandato, mas foi perdendo força com o passar do tempo – ainda que o custo do hospital, bancado em grande parte pela prefeitura, se mantenha entre as principais questões abordadas pelo prefeito (a despesa da prefeitura gira em torno de R$ 300 milhões). A proposta de organização social ainda está mantida, mas a tentativa de implantação com outro formato.

Continua depois da publicidade

O governo Adriano Silva pretendia iniciar o emprego de organização social na UPA Sul, a principal unidade de atendimento de saúde na zona Sul de Joinville. Entidades se cadastraram em 2022 para eventual licitação, que nunca ocorreu. Em 2024, processo semelhante foi aberto para a gestão do São José, de qualificação de OSs interessadas. O processo está mantido até hoje.

A Secretaria de Saúde de Joinville já conta com modelagem de gestão por organização social, elaborada pela Fipe, contratada ainda em 2022 para auxiliar nos estudos. A nova proposta agora é buscar o modelo por meio de tratativas com o governo do Estado. Há um grupo de trabalho discutindo a estadualização do hospital, com o Estado assumindo gradualmente o custeio do São José.

Nesse formato, se for adiante, a gestão pode passar para uma organização social. Há inclusive um plano de construção de nova torre do hospital em terreno a ser comprado pelo governo do Estado, inicialmente para a nova sede da Maternidade Darcy Vargas. Mas eventual mudança na gestão, se vier a ocorrer, não será a curto e ou médio prazos.

Continua depois da publicidade