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    SEM IMPACTO NO DÉFICIT ATUARIAL

    Prefeitura de Joinville começa a pagar novo parcelamento ao Ipreville 

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    Saavedra
    Por Saavedra
    29/02/2020 - 08h00
    Servidores municipais participaram de debate na Câmara sobre elevação da alíquota previdenciária (foto: Artur Schlieck, CVJ, Divulgação(
    Servidores municipais participaram de debate na Câmara sobre elevação da alíquota previdenciária (foto: Artur Schlieck, CVJ, Divulgação(

    Em fevereiro, foi paga a primeira parcela de mais uma rolagem de parte das contribuições patronais da prefeitura de Joinville não pagas ao Ipreville. Neste caso, é referente ao ano passado. Com juros e correção, o débito de R$ 36,9 milhões sobe para R$ 41 milhões, a ser pago em cinco anos, em parcelas mensais. A prefeitura tem outros dez parcelamentos de contribuições patronais com o instituto, sendo um de 2000 e os demais iniciados no governo Udo. O débito chega a R$ 208 milhões.

    O novo parcelamento vem em momento no qual o atual governo alega ter fluxo de caixa (fonte de receita) para pagamento de salários dos servidores até o final de 2021. Esse planejamento de fluxo, pelo visto com a rolagem, não inclui o pagamento das contribuições patronais dentro do mesmo exercício.

    Mas esse montante não tem relação com o déficit atuarial – mesmo que não houvesse as rolagens das contribuições patronais, a prefeitura ainda assim estaria devendo R$ 820 milhões ao Ipreville, a serem quitados até 2043 em parcelas mensais. Esse déficit, formado entre 2004 e 2015, é um complemento a ser pago pelo poder público para manter o sistema com capacidade de bancar aposentadorias e pensões no futuro.

    Se o projeto da reforma previdenciária encaminhada pela prefeitura for aprovado pelos vereadores, o déficit atuarial será reduzido em R$ 180 milhões por causa da ampliação da alíquota dos servidores de 11% para 14%. A proposta foi apresentada por causa da necessidade de adequação à reforma nacional da previdência. Esse projeto é um dos principais motivos da greve iniciada em fevereiro pelos servidores. A Câmara não tem pressa em analisar a proposta.

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