A elaboração do projeto de engenharia para construção de ferrovia entre complexos portuários de Santa Catarina está se aproximando de 80% da execução, com prazo para conclusão em outubro, já com prorrogações. A conclusão do trabalho ainda não será suficiente para tirar a linha de trem do papel porque será preciso montar uma modelagem para bancar um investimento estimado em US$ 300 milhões. São 62 km entre Araquari (cidade já com ferrovia de ligação com o Porto de São Francisco do Sul) e Navegantes.

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O projeto executivo foi contratado em 2022, com previsão contratual de conclusão em dois anos. No entanto, houve prorrogações e agora deve ser entregue em até seis meses. O custo é de R$ 7,2 milhões, com execução financeira de 79% até agora. O modelo pretendido é de concessão para a iniciativa privada, já houve apresentação a potenciais investidores, mas não há definição de modelagem para a construção e operação pela iniciativa privada.

É possível que o modelo venha a ser definido por meio de procedimento de manifestação de interesse (PMI), ainda a ser lançado, pelo qual interessados apresentam estudos sobre concessões. Mesmo que o modelo seja com parceria privada, o governo do Estado terá de fazer aportes porque se trata de um investimento em torno de R$ 1,5 bilhão. O Estado quer também garantias que a ferrovia possa ter conexão com a Malha Sul.

A proposta de uma ferrovia litorânea já vinha de antes, mas foi há cerca de 25 anos que o atual processo começou, de certa forma. Em 2000, a então Secretaria de Estado dos Transportes e Obras abriu a contratação do Estudo de Viabilidade do Sistema Ferroviário no Estado de Santa Catarina. Foi esse trabalho, iniciado em 2001 e concluído em 2003, que apontou a viabilidade de uma ferrovia litorânea, entre Araquari e Imbituba – a outra indicação foi uma ligação Leste-Oeste.

Foi com base nesse estudo que o DNIT contratou, em 2009, o projeto executivo para a ligação entre Araquari e Imbituba, com 236 km. Também foi licitado o estudo ambiental. Houve paralisação na execução em 2015, com retomada em 2021. Nesse intervalo, o governo do Estado resolveu fatiar a ferrovia litorânea, com a Ferrovia dos Portos Norte, com o trabalho do DNIT sendo usado como referência, mas com revisões.

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