A inclusão do estudo de ponte no novo projeto da duplicação da BR-280 é um avanço, mas a reabertura do canal do Linguado ainda longo caminho pela frente. O projeto contratado pelo DNIT, com licitação homologada, para o segmento entre Araquari e São Francisco do Sul, do qual é o Linguado faz parte, está licitado e deve começar nos próximos meses, com conclusão até o início de 2028.
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Até lá, será preciso encaminhar a definição sobre as responsabilidades em caso de reabertura, caso a decisão venha a ser retomada. De qualquer forma, se trata de um projeto – eventuais obras ainda terão de ser contratadas futuramente -, que prevê avaliação da ponte, mas não inclui a reabertura no pacote.
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A avaliação de uma ponte pelo projeto será a primeira vez em que uma opção para o Linguado será levada em conta na duplicação da BR-280. Até então, os projetos e as obras deixaram o canal em branco, sem nenhuma intervenção. No início da década passada, quando o projeto original ficou pronto, ainda estava em andamento ação judicial com pedido de reabertura do canal fechado em 1935.
O DNIT resolveu que só se posicionaria após o desfecho judicial e o projeto do lote 1, em São Francisco do Sul, ignorou o Linguado. Na sequência, a solicitação de reabertura não teve decisão favorável (o caso chegou até ao STF), mas as obras já estavam em andamento.
Agora, a sugestão de inclusão de uma ponte, acatada pelo DNIT, foi sugestão do Ministério Público Federal. A ligação acompanha sugestão de estudo técnico concluído em 2024, de reabertura parcial, com remoção de 100 metros do aterro, em extensão. A liberação do segmento permitiria a volta da circulação das águas. A ponte deixa o local “preparado” para a reabertura do aterro, mas não garante as obras – será preciso fazer um licenciamento ambiental específico, já que a licença da duplicação não contempla o Linguado.
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A Câmara Técnica do Linguado do Grupo Pró-Babitonga quer aproveitar os quase dois anos de elaboração do projeto do lote 1 para que sejam encaminhadas as atribuições em caso de reabertura. Reuniões estão sendo programadas.
Pelo aterro, passam uma rodovia federal e uma ferrovia concedida, o que já implica em participação do Ministério dos Transportes, DNIT, ANTT e a concessionária do trem. O Ibama e MPF também devem estar presentas, assim como as prefeituras de São Francisco do Sul e Balneário Barra do Sul. O futuro do Linguado depende do entendimento entre esses atores.















