Proposta para novo parque nacional em SC e PR mapeia 32,7 mil hectares em cinco cidades

Estudo tem provocado reação em Joinville

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Região do Quiriri faz parte da área mapeada em proposta de parque nacional

Os estudos de viabilidade para implantação de nova unidade de conservação em área de 32,7 mil hectares entre Santa Catarina e Paraná estão em elaboração pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Após essa etapa, considerada analítica, será a vez da fase consultiva, com apresentação da proposta e discussão com prefeituras, comunidade e outros setores. A estimativa é de realização de consulta pública até março de 2026.

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As etapas seguintes, se a iniciativa for adiante, são a propositiva e conclusiva. Em Joinville, a prefeitura se manifestou contra a nova unidade de conservação, posição também da Câmara de Vereadores. No dia 15 de dezembro, o Legislativo realiza audiência pública sobre o tema. A proposta, sugerida no início do ano passado pelo deputado estadual Goura Nataraj (PDT-PR), com apoio do deputado Marquito (PSOL-SC), é de criação do Parque Nacional Campos do Araçatuba – Quiriri.

O parque abrange área em Tijucas do Sul, Guaratuba, Campo Alegre, Garuva e Joinville. A maior fatia fica em Garuva, com 57% dos mais de 30 mil hectares. A porção de Joinville é de 2,6 mil hectares – há alegações, por parte de quem não concorda com a iniciativa, de que o impacto será em perímetro maior por causa das zonas de amortecimento. Mais da metade da área proposta para o parque, 20 mil hectares, já faz parte de áreas de proteção ambiental (APAs), como Serra Dona Francisca, Campos do Quiriri, Quiriri e Guaratuba.

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A proteção da biodiversidade da Mata Atlântica e Campos de Altitude e o uso para atividades como turismo estão entre as principais motivações para a proposta do parque. A lista tem ainda assegurar a integridade das áreas de recarga de água, conservação de espécies e fomento de pesquisa, entre outras.

As manifestações contrárias são de que a região prevista para o parque já conta com proteção ambiental e nova unidade de conservação iria criar áreas sobrepostas. “A implementação de uma nova unidade de conservação poderia também impactar negativamente o planejamento urbano e o desenvolvimento econômico do município, uma vez que as recentes atualizações do Plano Diretor e do perímetro urbano foram realizadas considerando a APA Serra Dona Francisca como a principal unidade de conservação do município”, alegou a prefeitura, em ofício enviado ao ICMBio.

Na moção de repúdio à proposta, apresentada pelo vereador Wilian Tonezi (PL) e aprovada pelos demais parlamentares, é apontado que a categoria de parque nacional impõe “severas restrições ao uso do solo”, o que pode implicar na permanência dos moradores. Há queixa de restrição às atividades econômicas e de condução “vertical” do processo de criação do parque, sem consulta em Joinville e sem a garantia “concreta” de manutenção das atividades econômicas e do sustento das famílias.