A restauração da Cidadela Cultural de Joinville está estimada em R$ 70 milhões. O montante foi citado pela Secretaria de Cultura e Turismo em reunião da Comissão do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Natural do Município (Comphaan) em fevereiro, com ata publicada nesta semana. A reunião discutia a possibilidade de desmembramento de lote do terreno do complexo para bancar parte restauração. O debate passa pelo Comphaan por se tratar de conjunto de edificações tombadas pelo patrimônio histórico municipal.

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A prefeitura pretende fazer a reforma por meio de concessão à iniciativa privada. Os estudos de modelagem para passar a gestão do complexo estão na revisão final. Ainda será preciso abrir consulta pública e submeter o edital ao Tribunal de Contas do Estado antes da licitação. Os prazos para a conclusão da restauração da Cidadela e instalação de centro de cultura e lazer se estendem até 3 de novembro de 2029. A determinação partiu de decisão judicial, em ação do Ministério Público de Santa Catarina, de 2021.

A prefeitura de Joinville está preparando o escoramento das edificações mais comprometidas. A partir dessa intervenção, serão realizadas as obras emergenciais. A maior parte do complexo está sem utilização – parte dos galpões são usados por duas associações culturais. Há setores interditados, parcialmente em ruínas.

O conjunto de edificações foi comprado pela prefeitura há 25 anos, após abrigar cervejarias, com produção até o final dos anos 90. Uma das empresas foi a Catharinense, a maior cervejaria de Santa Catarina na primeira metade do século passado, com a fabricação de 18 mil hectolitros por ano. A venda para a Antarctica foi em 1948. A fábrica passou por mais reformas e ampliações até 1998, quando a produção foi encerrada.

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