O custo do Hospital Municipal São José ficou em R$ 412 milhões no ano passado, em avanço de 11% em relação ao ano anterior. A despesa com hospital fez parte de balanço da Secretaria de Saúde de Joinville apresentado na semana passada na Câmara de Vereadores. A prefeitura vem tentando a estadualização com a alegação de que o São José tem atendimento regional, pela condição de referência em uma série de especialidades, e de que a alta complexidade não é tarefa municipal.
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O setor de saúde, incluindo demais serviços, além do hospital, consumiu 34% da receita da prefeitura de Joinville. O índice inclui o gasto com pessoal, a maior despesa no segmento. No custeio do São José, a prefeitura banca em torno de 75% das despesas. Repasses do SUS por produção é a segunda maior fonte de recursos, seguidos pelas transferências estaduais. Com quase 1,8 mil funcionários, a maior despesa do hospital também é a folha de pagamento.
A busca da estadualização do Hospital São José, tema de pelo menos três décadas em Joinville, motivou a formação de grupo com representantes do governo do Estado e prefeitura no ano passado. O prefeito Adriano Silva, que deixa o cargo na quinta-feira para ficar apto a concorrer a vice-governador na chapa de Jorginho Mello, acredita que a estadualização tem chance de avançar nos próximos anos, de forma gradual.
No primeiro mandato, o plano de Adriano era passar o São José para a gestão por organização social, modelo considerado mais eficiente. A Fipe foi contratada ainda em 2022 para auxiliar na elaboração do novo modelo de gestão. A prefeitura abriu qualificação, modalidade de seleção de interessados para futura licitação, em 2024 para organizações sociais. No entanto, o certame para a mudança na administração não foi lançado, nem tem previsão.
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