Perto de completar seis meses da inauguração, a usina do aterro sanitário de Joinville continua em pré-operação, com funcionamento durante 100 horas por semana, em média, em processamento de resíduos para produção de energia. O aumento da capacidade é gradativo, conforme a complexidade da operação. A unidade de recuperação energética (URE) foi instalada no aterro sanitário, com operação pela concessionária da limpeza urbana de Joinville. O investimento foi de R$ 127 milhões, bancados com a tarifa de limpeza.

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Na atual fase, são processadas 67 toneladas de resíduos a cada período semanal de 100 horas. O desempenho da usina vai passando por ajustes para a “evolução escalonada da performance”. A URE conta com equipe de 66 profissionais na operação, entre funcionários próprios e terceirizados. A maior utilização de resíduos na produção de energia vai ocorrer gradualmente.

A usina tem capacidade de utilizar até 110 toneladas por dia de resíduos, quantidade equivalente a 25% do lixo que é depositado diariamente no aterro. A produção de energia a partir de resíduos tem uma série de etapas. No início, o lixo é guardado em espaço específico, após chegar da coleta.  Na fase seguinte, os sacos são abertos e os resíduos têm retirada de metais ferrosos.

Na próxima etapa, o lixo levado em esteiras é triturado, para redução do volume. O material passa por secagem na sequência, por meio de secador aquecido por caldeira (a energia usada na usina é produzida pelo próprio equipamento). A passagem pelo reator e silos, na fase posterior, é para transformação em material combustível, um composto seco.

O composto será usado em caldeira, para geração de calor e, consequentemente, de vapor. Com o vapor de alta pressão, é movimentado o gerador de produção de energia elétrica. A energia será usada nas atividades do aterro, além da usina. O excedente será comercializado. A energia produzida é equivalente ao consumo de 7 mil residências.

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