A proposta de lei das ferrovias entrou no pacote de projetos enviado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa no início do mês. O conteúdo das regras para o transporte de cargas e passageiros foi conhecido no primeiro semestre, quando foi realizada a consulta pública do projeto. A Secretaria de Portos, Ferrovias e Aeroportos considera a lei fundamental para novos empreendimentos ferroviários no Estado, desde implantação de novas ferrovias até reaproveitamento de ramais desativados. Neste momento, duas ferrovias estão em operação em Santa Catarina. A última ferrovia construída no Estado foi inaugurada em 1969, entre Lages e Vacaria (RS).
Continua depois da publicidade
Confira imagens
O principal objetivo da futura lei estadual, com base em lei federal sobre o tema, é que o governo do Estado possa fazer as concessões de ferrovias já existentes ou ainda a serem construídas. Os contratos podem chegar a 99 anos, conforme o marco regulatório federal. Caberá também ao Estado analisar requerimentos apresentados pela iniciativa privada para implantação de novos trechos.
“Com apenas 4,4% da malha ferroviária nacional e uma participação de 1,45% no volume de carga do modal ferroviário, torna-se evidente a necessidade de aprimorar e expandir a infraestrutura ferroviária no Estado”, alega o secretário de Portos, Ferrovias e Aeroportos, Beto Martins, na justificativa do projeto. Neste momento, o governo do Estado atua em duas frentes para ferrovias, em iniciativas ainda sem estimativa de obras ou início das operações.
Continua depois da publicidade
Os projetos para construção de ferrovias estão em andamento desde o final de 2022 e devem ser concluídos no início de 2026. São os 319 km entre Chapecó e Correia Pintos e os 62 km de Araquari a Navegantes. A ligação a partir do Oeste tem custo estimado em US$ 2 bilhões, enquanto a ferrovia entre os portos poderá sair por US$ 300 milhões. Há tratativas com investidores, mas ainda sem definição da modelagem de concessão. Há outros trechos em avaliação, como a ligação entre Itapoá e Araquari e dali com São Francisco do Sul, por exemplo, mas os projetos ainda não iniciaram.
A outra iniciativa é convencer o governo federal a permitir que Santa Catarina assuma trechos ociosos da Malha Sul, em frente conjunta com os demais Estados do Sul e o Mato Grosso do Sul. Nesse cenário, os ramais podem ser oferecidos para a concessão para terceiros. Os debates estão em andamento nas tratativas de renovação da concessão da Malha Sul.
Continua depois da publicidade

















