A redução dos impactos no trânsito está entre as vantagens citadas no edital para a retomada das obras de duplicação da BR-280 em Araquari e São Francisco do Sul. A concorrência foi lançada pelo DNIT na terça-feira. A duplicação no lote 1A, um segmento do antigo lote 1, será parcial, com duas frentes de trabalho, em 17,2 km. O restante do trecho, agora denominado 1B, só será reiniciado após conclusão de novo projeto, já licitado, mas ainda não contratado. A duplicação está em andamento nos lotes em Guaramirim e Jaraguá do Sul.
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Obras no lote 1 pararam em 2022
As obras no antigo lote 1 estão paradas desde o final de 2022, para revisão de projeto. O contrato anterior foi rescindido e o DNIT dividiu o segmento de 36 km entre o Porto de São Francisco do Sul e o cruzamento com a BR-101 em dois lotes. A segmento é o de maior movimento na rodovia pela condição de ser o único acesso rodoviário ao terminal portuário, na ilha de São Francisco do Sul.
A BR-280 também o acesso às praias de São Francisco do Sul. O segmento da rodovia corta o perímetro urbano de Araquari, em trecho com filas de veículos mesmo fora da temporada. A cidade vizinha de Joinville mais do que dobrou de tamanho da população nos últimos 15 anos, passando de 25 mil para 52 mil moradores. O município também recebeu mais empreendimentos industriais e de logística.
A busca pela duplicação da BR-280 ganhou força a partir dos anos 90. O primeiro edital para as obras foi lançado em 2010, sendo logo cancelada. A concorrência que permitiu o início dos trabalhos foi concluída em 2014. No entanto, o então lote1 só teve obras a partir de 2018, com a paralisação quatro anos depois. A duplicação dos dois segmentos do lote 1A terá previsão contratual de três anos para ficar pronta, a partir da ordem de serviço.
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Os benefícios
O que foi apontado no edital de duplicação da BR-280
*Redução dos impactos ao tráfego local com o que se destina às instalações portuárias em São Francisco do Sul, além de diminuir o tempo de deslocamento para acesso ao município
*Ampliação da capacidade de tráfego de veículos e redução de tempo de espera para realização das operações de carga e descarga naquele porto;
*Redução de riscos à segurança de usuários ao longo do segmento na área urbana de Araquari e no entorno do campus do Instituto Federal Catarinense
*Incremento das atividades econômicas e turísticas, com o consequentemente incremento de recursos tributários arrecadados nos municípios da área de influência
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