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    “MDB não vai fugir da responsabilidade”, diz Celso Maldaner sobre impeachment de Moisés

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    Por Upiara Boschi
    05/08/2020 - 16h19 - Atualizada em: 05/08/2020 - 16h21
    O deputado federal Celso Maldaner é presidente estadual do MDB
    O deputado federal Celso Maldaner é presidente estadual do MDB (Foto: Edemilson Zilli, Divulgação)

    Presidente estadual do MDB, o deputado federal Celso Maldaner garante que o partido não vai fugir da responsabilidade de decidir futuro do governo Carlos Moisés (PSL). Com uma bancada de nove deputados estaduais, o partido é vital nos rumos do processo de impeachment deflagrado na Assembleia Legislativa - o governador precisa de 14 dos 40 votos para o arquivamento do caso.

    O dirigente enfatiza que a decisão será da bancada, mas que o partido vai participar da construção do entendimento do que possa ser melhor para o Estado e para próprio MDB. Ele não estava presente no encontro dos ex-governadores emedebistas Casildo Maldaner, Eduardo Pinho Moreira e Paulo Afonso Vieira e do senador Dário Berger com o governador Moisés, realizado na noite de segunda-feira. Disse que prefere ter esse tipo de conversa acompanhado do líder da bancada estadual, Luiz Fernando Vampiro.

    Celso Maldaner entende que é hora de “baixar a poeira, dar um tempo para essa discussão”. Por isso, foi decidido adiar o encontro presencial que seria realizado na próxima segunda-feira com a bancada, os dirigentes e os ex-governadores. O deputado federal admite que foi procurado pelo presidente nacional do MDB, também deputado federal Baleia Rossi (SP), para saber a situação do partido em relação ao impeachment de Moisés.

    - O Luciano Bivar (deputado federal e presidente nacional do PSL) procurou ele, que veio falar comigo. Disse que a nacional não vai interceder - afirmou.

    Maldaner lembra que em fevereiro a executiva estadual do partido foi contrária a que o deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (MDB) assumisse a liderança do governo e que há certo constrangimento em endossar apoio a Moisés agora.

    - Quando o governo ofereceu a liderança do governo para o Vampiro, a executiva foi contra, o Eduardo (Pinho Moreira, ex-governador) bateu na mesa. Achávamos que não era o momento. Se tivéssemos avaliado diferentemente, talvez não estivesse acontecendo o que está acontecendo hoje. Agora, se a executiva mudar o entendimento, como o deputado estadual vai se sentir? - questiona Maldaner.

    No momento, a bancada estadual ainda está arredia à reaproximação com Moisés, que tem sido defendida internamente pelos ex-governadores e por Dário Berger. A maior preocupação é que assumir o desgaste da atual gestão e reforçar a pecha de fisiologista caso aceite cargos no governo. Moisés sinalizou no encontro no apartamento de Casildo Maldaner que pretende marcar o “novo momento” com um governo de coalizão. Outra preocupação é de que como a posição do MDB em relação ao impeachment vai afetar o partido nas eleições municipais de novembro.

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