nsc
nsc

publicidade

Entrevista à Veja

“Não são posições ideológicas, são questões menos nobres”, diz Moisés sobre racha do PSL em SC

Compartilhe

Upiara
Por Upiara Boschi
25/10/2019 - 16h36 - Atualizada em: 07/11/2019 - 12h20
Em entrevista à Veja, Carlos Moisés (PSL) diz que disputa com deputados estaduais do PSL não é ideológica. Foto: Gabriel Lain
Em entrevista à Veja, Carlos Moisés (PSL) diz que disputa com deputados estaduais do PSL não é ideológica. Foto: Gabriel Lain

Até agora discreto em meio à crise do PSL, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) aproveitou mais uma vez espaços na imprensa nacional para se posicionar. Em entrevista à revista Veja que circula neste final de semana, o catarinense disse que o racha não é apenas o antagonismo entre o presidente Jair Bolsonaro e o comandante da sigla, deputado federal Luciano Bivar, mas “uma disputa partidária, porque o partido se tornou algo valioso”.

Não é a primeira vez que o governador usa esse tipo de espaço para recados mais amplos. Em junho, ao Estadão, disse que o governo Bolsonaro deveria priorizar pautas mais relevantes do que o ensino domiciliar e as mudanças no Código Brasileiro de Trânsito, em voga na época. Depois, em agosto, em entrevista à Folha de S. Paulo ironizou o "pessoal da arminha" - referência ao grupo mais radical do partido. Nesta nova entrevista, embora poupe Bolsonaro de críticas, Moisés foi duro que, segundo ele, “defende causas excludentes”.

- É um grupo pequeno, formado por alguns deputados e políticos que se elegeram com o apoio de 1% ou 2% da população dos seus estados. Essa é a porcentagem de pessoas que pensam dessa forma. Eles se alimentam da violência e precisam criar fatos e agredir alguém nas redes sociais para manter um pleno diálogo com esses eleitores - disse o governador à Veja.

Ele também rebateu que tenha perdido o apoio de quatro dos seis deputados estaduais eleitos pelo PSL - Ana Campagnolo, Felipe Estêvão, Jessé Lopes e Sargento Lima - por questões ideológicas e distanciamento das políticas implantadas no governo Bolsonaro.

- Não são posições ideológicas, não. Eu diria que são questões até menos nobres, porque esses deputados fazem oposição ao governo por defenderem causas pessoais.

Segundo Moisés, um desses parlamentares dissidentes pediu apoio para um projeto de lei que exigisse aplicação de exame toxicológico nos professores da rede estadual.

- Eu disse que achava ótimo, desde que todos os deputados e servidores públicos fizessem. E aí fui acusado de não apoiá-lo. Era uma perseguição contra uma categoria. Como vou apoiar um projeto sem qualquer razoabilidade? Isso não é ideologia, é querer protagonismo entre um grupo minoritário que ofende os professores - afirmou o governador.

Moisés voltou a dizer que considera Bolsonaro mal compreendido em algumas falas e defendeu a agenda do governo federal. Pontuou, no entanto, que “o presidente reuniu pessoas em torno de uma causa, que levantou bandeiras contra a corrupção”, mas que “é inegável que para essa causa vieram os republicanos e os não republicanos”.

Sobre a disputa interna do PSL, Moisés afirmou que o partido se tornou “valioso” e que essa é a razão do racha.

- Não no sentido meramente monetário, mas se tornou o maior partido do país, terá o maior tempo de TV, um dos maiores fundos partidário e eleitoral.

Moisés evitou comentar a participação dos filhos do presidente Bolsonaro no episódio e na atuação do governo federal (“não me refiro a eles e espero que eles nunca se refiram a mim”). Questionado se deixaria o PSL caso o presidente opte por buscar outra sigla, foi categórico:

- Enquanto o partido me desejar, eu não tenho nenhuma necessidade nem vontade de deixar a agremiação.

Deixe seu comentário:

Upiara Boschi

Colunista

Upiara Boschi

Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

siga Upiara Boschi

Últimas do colunista

Loading interface...
Upiara Boschi

Colunista

Upiara Boschi

Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

siga Upiara Boschi

publicidade

publicidade

Mais colunistas

    publicidade

    publicidade

    Mais colunistas