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No fim da janela, 13 dos 23 vereadores de Florianópolis trocam de partido

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Por Upiara Boschi
03/04/2020 - 20h36 - Atualizada em: 03/04/2020 - 21h12
Dinho (agora no DEM) e o presidente Fábio Braga (filiado ao PSD) estão entre os 13 vereadores de Florianópolis que trocaram de partido no fim da janela de mudança. Foto: Édio Hélio Ramos, CMF/Divulgação
Dinho (agora no DEM) e o presidente Fábio Braga (filiado ao PSD) estão entre os 13 vereadores de Florianópolis que trocaram de partido no fim da janela de mudança. Foto: Édio Hélio Ramos, CMF/Divulgação

Na segunda-feira, pelo menos 13 dos 23 vereadores de Florianópolis estarão iniciando a semana filiados a novos partidos. A janela para troca de legendas se encerra neste sábado, o que provocou uma mudança na fotografia partidária dos parlamentares da Capital de olho em suas reeleições e na disputa pela prefeitura em outubro - se nada mudar até lá em termos de prazos por conta da crise do novo coronavírus.

A dança das cadeiras teve maior força na base de apoio ao prefeito Gean Loureiro (DEM), candidato à reeleição. O DEM, partido do prefeito desde novembro do ano passado foi a sigla que mais ganhou espaço - passando de um para quatro vereadores com as adesões dos ex-emedebistas Dinho e Maria da Graça, além de Dalmo Menezes (ex-PSD), que se somam a Miltinho Barcelos. Os demistas são agora a maior bancada da Câmara.

Em sentido oposto, o MDB - antiga sigla de Gean - deixou de ser a maior bancada e conta agora com apenas uma cadeira, de Celso Sandrini. Além dos vereadores que aderiram ao DEM, a sigla perdeu o governista Gui Pereira para o PSC e o oposicionista Rafael Daux para o PP.

A segunda maior bancada passa a ser o PSDB, com três integrantes. Continua na legenda o vereador licenciado Edinho Lemos, que retorna ao posto, a quem se somam Ed Pereira (ex-PSB) e Renato da Farmácia (ex-PL). No entanto, os tucanos perdem o oposicionista Maikon Costa - que teria como destinos prováveis o PL ou o PP.

Ainda na base governista, o Podemos passou a ser o abrigo de Gabrielzinho (ex-PSB) e Erádio Gonçalves (ex-PL). A sigla não existia nas eleições de 2016 e está estreando no legislativo da Capital. O PSD manteve as duas cadeiras que elegeu, com o presidente Fábio Braga (ex-PTB) alinhando-se ao ex-presidente Roberto Katumi, que também volta de licença. O Republicanos ganhou a adesão de Marcelinho da Intendência (ex-PP).

Na oposição, a principal mudança é a confirmação da migração de Pedrão Silvestre do PP para o PL, como já havia anunciado em dezembro. O novo liberal foi o vereador mais votado nas eleições de 2016, com 11,1 mil votos - recorde estadual em eleições para câmaras municipais.

Quem mudou de partido:

Dalmo Menezes - do PSD para o DEM

Dinho - do MDB para o DEM

Ed Pereira - do PSB para o PSDB

Erádio Gonçalves - do PL para o Podemos

Fábio Braga - do PTB para o PSD

Gabrielzinho - do PSB para o Podemos

Gui Pereira - do MDB para o PSC

Maikon Costa - deixou o PSDB, indefinido

Marcelinho - do PP para o Republicanos

Maria da Graça - do MDB para o DEM

Pedrão Silvestre - do PP para o PL

Rafael Daux - do MDB para o PP

Renato da Farmácia - do PL para o PSDB

Ficaram onde estavam:

Afrânio Boppré - PSOL

Celso Sandrini - MDB

Claudinei Marques - Republicanos

Edinho Lemos - PSDB

João Luiz da Bega - PSC

Lino Peres - PT

Marquito - PSOL

Miltinho Barcelos - DEM

Roberto Katumi - PSD

Vanderlei Farias, Lela - PDT

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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