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Eleições 2018

Onda Bolsonaro muda política de Santa Catarina

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Por Upiara Boschi
07/10/2018 - 20h15 - Atualizada em: 07/10/2018 - 20h22
Jair Messias Bolsonaro
Jair Messias Bolsonaro, candidato do PSL
(Foto: )

A eleição catarinense chegou a este domingo com uma certeza e uma dúvida. A certeza era de que Jair Bolsonaro (PSL) seria disparado o líder de votos no Estado, criando uma verdadeira onda de apoio ao presidenciável. A dúvida era sobre como essa onda afetaria a disputa pelos demais cargos em Santa Catarina. Abertas as urnas, ficou claro: a onda Bolsonaro afetou toda a lógica e a tradição política do Estado.

Praticamente desconhecido antes da campanha eleitoral, Comandante Moisés (PSL) conseguiu tirar do segundo turno o maior partido do Estado, o MDB do candidato Mauro Mariani. Ele chegou em segundo lugar, praticamente empatado com Gelson Merisio (PSD) - indicando uma eleição disputada no segundo turno. Talvez o gesto do pessedista de antecipar o anúncio de apoio em Bolsonaro tenha feito com que ele sobrevivesse à onda 17 neste primeiro turno. Resta saber se será suficiente na segunda votação, quando será o candidato da política contra o da antipolítica.

A onda 17 catapultou o até hoje minúsculo PSL catarinense para votações consagradoras no legislativo. Lucas Esmeraldino (PSL) ficou em terceiro na corrida pelo Senado, disputando o cargo voto a voto com Jorginho Mello (PR), o dono da segunda vaga. Esperidião Amin (PP), maior eleitor individual do Estado, manteve uma pequena diferença em relação aos outros dois - ambos eleitores declarados de Bolsonaro. O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) amargou um quarto lugar - em nenhum momento da apuração ameaçou os três ponteiros. Candidato à reeleição, Paulo Bauer (PSDB) nem entrou na briga.

Para a Câmara dos Deputados, o PSL conseguiu eleger quatro dos 16 deputados federais - Daniel Freitas o segundo mais votado. Na Assembleia, o partido de Bolsonaro elegeu seis dos 40, a segunda maior bancada - e teve o campeão de votos, Ricardo Alba, vereador de Blumenau.

Os números fazem do segundo turno entre Merisio e Moisés algo imprevisível, mas não é arriscado dizer que o favoritismo passa para o candidato oficial de Bolsonaro. O pessedista terá que reter o eleitor de Bolsonaro que se manteve com ele e que passa a ser afetado pela euforia da onda 17.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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