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Rodrigo Maia diz que fim das coligações vai diminuir partidos "para oito ou nove"

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Por Upiara Boschi
30/08/2019 - 17h59 - Atualizada em: 30/08/2019 - 18h00
Em palestra em Florianópolis, Rodrigo Maia (DEM) ressaltou fim das coligações para eleições de vereador e deputado como uma reforma política discreta que deve reduzir os atuais 33 partidos a menos de uma dezena (Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense)

O Brasil está às vésperas de um partidicídio. O fim das coligações para vereador entra em vigor nas eleições do ano que vem e deve resultar em um processo de reorganização da base partidária – que hoje conta com absurdas 33 legendas registradas, 25 delas com representação no Congresso. Cada sigla poderá contar apenas com seus próprios votos para eleger parlamentares.

Na palestra que realizou nesta sexta-feira (30) em Florianópolis, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) destacou essa mudança. O demista acredita que após a disputa municipal, o número de partidos baixa para menos de uma dezena.

– O fim da coligação vai reduzir na próxima legislatura para oito ou nove partidos. Com certeza –afirmou o presidente da Câmara questionado pelo colega Moacir Pereira sobre o excesso de legendas.

A lógica é de que os partidos que não conseguirem eleger vereadores, terão uma missão quase impossível na tentativa de manter as bancadas de deputado federal em 2022 – o que efetivamente garante o funcionamento pleno da legenda, com acesso aos fundos partidário e eleitoral, além do tempo de televisão. O provável é que os partidos mais bem posicionados ano que vem absorvam os demais em uma onda de fusões.

Claro que ainda existem pressões contrárias de quem será prejudicado. Partidos de médio e pequeno porte tentam mudar a regra antes que ela entre em vigor. Maia admite a pressão, mas garante que não permitirá que o recuo entre em discussão – prerrogativa sua como presidente da Câmara dos Deputados.

– Se eu colocasse para votar, tinha muita chance de passar. Mas eu não vou colocar – afirma.

Uma alternativa, que conta com a simpatia do demista, é instituir o sistema distrital-misto para cidades com mais de 200 mil habitantes. Desse jeito, o eleitor escolhe um candidato de sua região e o partido que prefere. Metade do parlamento é composto pelos nomes regionalizados e o resto por lista partidária. Faltaria, no entanto, tempo para aprovar a medida até outubro.

Leia também: "Reduzir despesas públicas tem que ser nosso desafio", diz Rodrigo Maia em palestra em Florianópolis

Upiara Boschi

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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