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Pesquisa

Homens brancos, na faixa dos 50 anos, compõem grupo de maior risco para o câncer de pele

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Por Viviane Bevilacqua
11/01/2019 - 16h24 - Atualizada em: 11/01/2019 - 16h24
Divulgação

Passava pela avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, dia atrás, e vi no relógio luminoso um aviso de alerta devido à alta incidência de raios Ultra Violeta (UV) naquele dia e horário. Era perto do meio-dia. Mesmo assim, muita gente caminhava ou corria na calçada, fazendo exercícios, sob o sol escaldante. Reparei também que poucos usavam bonés ou outra proteção. Muitos homens faziam exercícios sem camisa e, provavelmente, sem se preocuparem muito também com possíveis queimaduras provocadas pelo sol.

Não é de espantar a conclusão da pesquisa nacional "Sua pele fala – sinais suspeitos e o carcinoma de células de Merkel (CCM)", realizada pelo Ibope Conecta com 2 mil pessoas. A doença é um tipo raro e agressivo de câncer no qual as células tumorais se formam na camada superior da pele, perto de terminações nervosas. Um dos principais fatores de risco para o seu desenvolvimento é a exposição solar excessiva e inadequada. Segundo mostrou o levantamento,os cuidados com a pele são negligenciados pelos brasileiros, especialmente entre o público masculino.

Homens caucasianos, com mais de 50 anos, compõem o grupo de maior risco para o CCM. Apenas 20% dos homens ouvidos pela pesquisa afirmam aplicar protetor solar diariamente, embora a medida seja recomendada pelo Ministério da Saúde para prevenção do câncer de pele. Considerando a amostra geral da pesquisa, esse porcentual sobe para 36% e, no grupo das mulheres, a taxa vai a 50%. Outro dado alarmante: 42% do público masculino ouvido desconhece que verrugas e nódulos de cor vermelha ou arroxeada podem sugerir um câncer de pele, e menos da metade desses homens disseram ter buscado um dermatologista quando identificaram um desses sinais. As mulheres são as mais informadas em relação à doença e 66% delas estão cientes das possíveis manifestações desses tumores.

"A doença é muito agressiva e uma das únicas maneiras de ter melhores chances de tratamento é com a identificação ainda nos primeiros estágios. Para isso, é preciso estar atento à própria pele e consultar um dermatologista regularmente", diz o médico Elimar Gomes, doutor em oncologia. Uma vez identificado o tumor, o médico indicará o tratamento adequado. Tão importante quanto consultar um médico, porém, é prevenir o aparecimento do câncer. E para isto valem as recomendações de sempre: não se expor ao sol nos horários mais quentes (entre 10h e 16h), usar protetor solar sempre e reaplicar ao sair da água, proteger-se com guarda-sol, bonés, e procurar lugares com sombra.

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Pessoas, lugares e atitudes que fazem refletir a partir de textos que inspiram e convidam a observar com mais atenção detalhes do cotidiano. Este espaço deixou de ser atualizada. Conheça todos os colunistas do NSC Total em: https://www.nsctotal.com.br/

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