Ação da PF que tem Luciano Hang entre alvos mira financiadores de rede de fake news; entenda

Empresário catarinense é apontado como um dos supostos patrocinadores de grupo que opera rede de notícias falsas contra autoridades

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O empresário Luciano Hang (Foto: Anselmo Cunha, Especial)

A operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do empresário Luciano Hang, dono da Havan, na manhã desta quarta-feira (27), tem entre os alvos supostos financiadores das ações de fake news.

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A ação é parte do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de notícias falsas e ameaças à Corte. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Morares, relator do caso.

O grupo alvo da operação é suspeito de operar uma rede de notícias falsas contra autoridades. Quatro dos alvos são suspeitos de serem possíveis financiadores desse grupo.

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Segundo informações da jornalista Julia Duailibi, do G1, Luciano Hang, Edgard Corona, Reinaldo Bianchi Júnior e Winston Rodrigues são apontados pelas investigações como os supostos financiadores das ações de divulgação de notícias falsas, e os quatro tiveram os sigilos bancários e fiscal quebrados.

A operação desta quarta cumpriu mandados de busca e apreensão em três endereços do empresário Luciano Hang: na sede da Havan, na Rodovia Antônio Heil, em Brusque, e em dois endereços residenciais do empresário – um deles na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú. Os policiais apreenderam celulares e computadores.

Por meio de nota, Hang afirmou que está com a “consciência tranquila”, que “não tem nada a esconder” e que jamais atentou contra os membros do STF ou contra a instituição.

“Nada tenho a esconder, uma vez que tudo o que falo está nas minhas redes sociais e é de conhecimento público. Meu computador pessoal e inclusive meu celular foram disponibilizados para a perícia, o que ficará comprovado no decorrer do inquérito", disse.

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Outros alvos da operação são o ex-deputado Roberto Jefferson, e ativistas apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Entre ele, Sara Winter, que coordena um acampamento para treinar militantes favoráveis ao governo, e o blogueiro Allan dos Santos. Foram expedidos ao todo 29 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Paraná, além de Santa Catarina.

O empresário catarinense Luciano Hang também é um dos principais apoiadores de Bolsonaro e tem exercido influência inclusive sobre decisões do próprio governo.

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Não é a primeira vez que o empresário tem o nome ligado à divulgação de fake news. Recentemente, Hang foi condenado pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas (SP) a pagar R$ 20,9 mil de indenização ao reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, e a publicar uma retratação nas redes sociais. O motivo foi uma publicação feita pelo empresário catarinense, em julho do ano passado, em que acusou o reitor de gritar “Viva la Revolução” durante uma cerimônia de formatura em que o reitor não esteve presente. No fim do ano passado, Luciano Hang também teve posts removidos no Facebook, ao Instagram e ao Twitter após decisão judicial. Nas postagens, ele reclamava da atuação do Ministério Público.