Acompanhante ou cuidador? Saiba quando escolher cada profissional

Em momentos diferentes, eles podem ser essenciais para o bem-estar dos idosos em casa

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A empresa Nonno conecta famílias com acompanhantes e cuidadores selecionados e verificados (Foto: Andrea Piacquadio | Pexels)

Com as mudanças na pirâmide etária do Brasil que refletem o envelhecimento populacional, um número maior de idosos significa maior necessidade de serviços para o acompanhamento dessa parcela da população. Seja para monitorar e acompanhar o idoso – evitando assim quedas e acidentes – ou para uma atenção maior no caso de uma pessoa de idade mais avançada ou alguma condição restrita de saúde, o fato é que uma parcela mais abrangente da população passa a precisar dispor de um tempo para isso ou contratar alguém especializado.

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Apesar de muitos acharem que são sinônimas, as profissões de acompanhante e cuidador possuem características distintas – atendendo também outras necessidades, como pacientes que passaram por cirurgia, com deficiência ou que realizaram algum tipo de tratamento.

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Acompanhante

O acompanhante, como o nome indica, acompanha o idoso, auxiliando na saúde mental e nas tarefas diárias, como ir ao banco, ao supermercado ou ao médico. Acompanhar o idoso em atividades de lazer como caminhadas ou em passeios com conhecidos também é uma das tarefas viabilizadas por este tipo de profissional, que pode ser contratado para alguns períodos e eventos pontuais ou com jornada de trabalho definida.

A atuação do acompanhante está mais relacionada ao lado social e emotivo da vida, para que o idoso não se sinta sozinho e tenha um dia agradável, com a criatividade estimulada. Outro benefício é ficar de olho na rotina para evitar acidentes domésticos, pois 29% dos idosos caem pelo menos uma vez ao ano e 13% caem de forma recorrente, segundo estudo da Universidade de São Paulo (USP).

Cuidador

A profissão de cuidador faz parte da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o código 5162, que coloca o cuidador como alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”.

Segundo o Ministério da Saúde, o cuidador é a pessoa, da família ou da comunidade, que presta cuidados a outra pessoa de qualquer idade, que precise por estar acamada, com limitações físicas ou mentais, com ou sem remuneração.

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O papel do cuidador ultrapassa o acompanhamento das atividades diárias dos indivíduos, pois também auxilia a pessoa a se cuidar, ao fazer por ela somente as atividades que não consegue realizar sozinha. 

Fazem parte da rotina do cuidador atuar como elo entre a pessoa cuidada, família e equipe de saúde, além de ajudar na alimentação e nos cuidados de higiene. Ainda, de acordo com documento Guia Prático do Cuidador, do MS, o cuidador auxilia na locomoção e atividades físicas, como andar, tomar sol e fazer exercícios físicos, estimula atividades de lazer e ocupacionais e administra medicações necessárias, segundo prescrição médica.

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Caso ocorra alguma mudança no estado de saúde, é dever do cuidador comunicar este fato à equipe de saúde.

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“É importante que o cuidador, a família e a pessoa a ser cuidada façam alguns acordos de modo a garantir uma certa independência tanto a quem cuida como para quem é cuidado. Por isso, o cuidador e a família devem reconhecer quais as atividades que a pessoa cuidada pode fazer e quais as decisões que ela pode tomar sem prejudicar os cuidados. Incentive-a a cuidar de si e de suas coisas. Negociar é a chave para se ter uma relação de qualidade entre o cuidador, a pessoa cuidada e sua família”, cita o documento.

Qual o momento certo de procurar um profissional qualificado?

Com o avançar da idade, as pessoas apresentam um quadro de maior fragilidade, ocasionado pela diminuição na força muscular, equilíbrio e visão. Além dessas situações recorrentes em idosos, pessoas que passaram por algum procedimento invasivo como uma cirurgia mais delicada e precisam de um período de recuperação supervisionada, pessoas com deficiência que impeça o andamento de suas atividades rotineiras ou com doenças degenerativas são frequentemente atendidas por acompanhantes ou cuidadores.

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Como cada profissional possui um leque de atividades distintas, cabe ao familiar definir quais as atribuições necessárias para o momento, com foco sempre em promover toda a atenção que o ente querido precisa. Seja qual for o objetivo principal do serviço, a organização, sensibilidade, paciência e empatia são requisitos primordiais, além do afeto no ato de cuidar.

Procura um profissional especializado para atendimento a um ente querido? A Nonno conecta famílias com acompanhantes e cuidadores selecionados e verificados.

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