Com transmissão local de varíola dos macacos, SC divulga plano de prevenção à doença

São 22 casos confirmados e 146 em investigação do Estado

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Objetivo é evitar o alastramento nos públicos mais vulneráveis (Foto: Fiocruz/Reprodução)

O governo de Santa Catarina divulgou nesta sexta-feira (12) o plano de contigência para prevenção de novos casos de varíola dos macacos no Estado. Entre as respostas à doença, estão detecção mais rápida de infectados e maior destinação de recursos para o combate ao vírus. Segundo a atualização mais recente da Secretaria de Saúde (SES), 22 pessoas foram infectados pela varíola dos macacos no Estado. 

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Entre os casos confirmados em Santa Catarina, apenas um se trata de uma paciente mulher. A faixa etária num geral é de homens entre 25 a 50 anos. Segundo a SES, foram 40 casos descartados e 146 ainda estão em investigação. Dos 22 confirmados, quatro casos precisaram ser hospitalizados, enquanto os demais manteram o isolamento domiciliar até o fim dos sintomas. Conforme a pasta, nenhuma morte foi registrada até o momento. 

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Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, o primeiro nível de resposta ao vírus é aplicado quando o risco é mais ameno. Nesta situação, o Estado irá procurar fortalecer os órgãos e instituições responsáveis por detectar, investigar, manejar e notificar casos potencialmente suspeitos. 

A segunda etapa é quando há confirmação de casos e o risco de epidemia é significativo. Nesse caso, recursos adicionais são alocados e se tem o apoio complementar do Estado. 

Já o terceiro nível será estabelecido quando há transmissão local ou reconhecimento de declaração de emergência. Nesse caso, a Secretaria da Saúde afirma que planeja atuar em duas fases imediatas: contenção e mitigação. Em Santa Catarina, a SES já reconheceu a transmissão comunitária, que é quando não é mais possível identificar a origem da infecção.

De acordo com o superintendente, o plano pretende organizar as estruturas estaduais para o combate à doença e também oferecer condições para identificação precoce da varíola. O objetivo é evitar o alastramento nos públicos mais vulneráveis, que são crianças, gestantes e imunocomprometidos. 

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— Esse plano aponta para uma gestão harmoniosa com regras claras para cada esfera e construção de referências internas — assinala Macário.