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Saúde

SC confirma transmissão local da varíola dos macacos

Seis casos foram confirmados no Estado e outros 16 são investigados

28/07/2022 - 09h48 - Atualizada em: 29/07/2022 - 16h23

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Camilla
Por Camilla Martins
Catarina
Por Catarina Duarte
Primeiro caso em SC foi notificado em maio
Primeiro caso em SC foi notificado em maio
(Foto: )

A transmissão comunitária da varíola dos macacos em Santa Catarina foi confirmada pelo governo do Estado nesta quinta-feira (28). Isso quer dizer que não é mais possível rastrear a origem da infecção. Ao todo, seis casos foram confirmados no Estado e outros 16 são investigados.

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As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta. Além de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal também têm transmissão comunitária da doença. A monkeypox também é considerada uma emergência global pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A primeira notificação da varíola dos macacos em Santa Catarina ocorreu no dia 27 de março. O paciente não morava no Estado, mas esteve em Florianópolis após uma viagem para a Espanha.

Já o caso mais recente é de um morador de Florianópolis, que tem 40 anos e sem histórico de viagem. Ele começou a ter sintomas no dia 19 deste mês. Não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde dele.

Brasil confirma primeira morte por varíola dos macacos

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na quarta-feira (27), foram confirmados 978 casos.

— É importante dizer que não é uma doença letal, mas é uma doença que inspira muito cuidado. Não é uma doença sexualmente transmissível, mas é uma doença transmitida pelo contato de pele com pele que se dá, tanto em relações sexuais em geral, como também quando você toca, abraça uma pessoa com lesões de pele ou manipula toalhas, lençóis e roupas dessas pessoas que estão doentes — explica o superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Eduardo Macário. 

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De acordo com médico infectologista Fabio Galdenzi, a doença pode ser transmitida enquanto houver lesões na pele da pessoa que contraiu a monkeypox.  

— A forma mais eficaz de transmissão é o contato direto com as lesões em qualquer fase. Então, mesmo lá no final, com as crostas quase cicatrizadas, a gente ainda pode ter a transmissão. Se há a presença de crosta, ainda há a presença do vírus que pode levar a transmissão — ressalta o médico.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), apesar do aumento dos casos no Estado, não é momento para pânico. 

— A mensagem agora é: higiene, proteção, conhecimento, entendimento do que é a varíola dos macacos para que a gente possa evitar transmissões. Diferente da varíola de antigamente, ela tem se apresentado de forma mais branda, com as lesões que evoluem depois de 15, 20 dias de forma benígna — afirma Macário.  

Quais são os sintomas da varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma parente da varíola, doença que foi erradicada em 1980, mas menos transmissível, causa sintomas mais leves e é menos mortal. Ela geralmente dura de duas a quatro semanas e os sintomas podem aparecer de cinco a 21 dias após a infecção.  

Apesar da nomeclatura, a doença não tem relação com animais. Os casos recentes registrados no Brasil e no exterior foram de transmissão entre humanos.  

Veja os principais sintomas:

  • erupções cutâneas 
  • febre
  • dores de cabeça
  • dores musculares
  • dores nas costas
  • dores de garganta
  • calafrios
  • exaustão
  • linfonodos inchados

Saiba mais sobre a varíola dos macacos

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