Deputados para tribunal de julgamento de 2º impeachment de Moisés são escolhidos na Alesc

Novo tribunal com cinco deputados e cinco desembargadores vai avaliar possível crime de responsabilidade na compra milionária de 200 respiradores

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Sessão para escolha de deputados está marcada para começar às 14h, no plenário da Alesc, em Florianópolis (Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL)

Os cinco deputados estaduais que vão participar do tribunal de julgamento do segundo processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) foram definidos na tarde desta terça-feira (27). Os nomes foram escolhidos por votação no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Cataria (Alesc).

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Os deputados eleitos para completar o tribunal misto foram: Valdir Cobalchini (MDB), Fabiano da Luz (PT), José Milton Scheffer (PP), Marcos Vieira (PSDB) e Laércio Schuster (PSB).

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A ordem da votação ocorreu da maior bancada da Alesc (MDB) para a menor. Todos os deputados votaram, com exceção do deputado Sargento Lima (PSL) e do deputado Nazareno Martins (PSB), que também não esteve presente no plenário. O presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD), optou pela abstenção.

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Cada parlamentar teve opção de escolher cinco nomes, inclusive o seu próprio. Os cinco mais votados integram o tribunal especial de julgamento ao lado dos desembargadores Luiz Zanelato, Sônia Maria Schmitz, Rosane Portella Wolff, Luiz Antônio Fornerolli e Roberto Lucas Pacheco. Os magistratos tiveram os nomes sorteados na segunda-feira (27).

O tribunal especial de julgamento é formado por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais. Os nomes dos desembargadores foram sorteados nesta segunda-feira (26). O presidente será o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), desembargador Ricardo Roesler.

O pedido de afastamento apura suposto crime de responsabilidade no caso que envolve a compra de 200 respiradores a R$ 33 milhões pelo governo catarinense, pagos de forma antecipada e sem garantia de entrega durante a pandemia de coronavírus. A tentativa de contratação de um hospital de campanha em Itajaí também está incluída na denúncia.

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Carlos Moisés já está temporariamente afastado do cargo por conta do primeiro processo de impeachment, que trata de um aumento salarial concedido a procuradores do Estado. Esse pedido de impeachment já passou pelo tribunal de julgamento, que decidiu pela continuidade do processo e afastou o governador por até 180 dias.

Nesta terça, a vice-governadora, Daniela Reinehr (sem partido), assumiu interinamente o governo.

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Os próximos passos

Depois de formado, o tribunal de julgamento vai ter 10 dias para preparar e votar um relatório sobre o prosseguimento ou não do processo de impeachment contra o governador e a vice. O trâmite é igual ao que resultou na votação da última sexta-feira (23), quando Moisés foi afastado do cargo.

A votação será por maioria simples, e em caso de empate o presidente do TJ-SC, Ricardo Roesler, tem o voto de desempate. É Roesler também que irá sortear o relator do processo no tribunal, que poderá ser qualquer um dos integrantes, com exceção do deputado Valdir Cobalchini (MDB), que já foi o relator na comissão especial dentro da Alesc.