Farmácia de Balneário Camboriú é proibida de manipular cannabis, decide Justiça

Estabelecimento entendia que por possuir laboratório próprio tinha direito de trabalhar com produtos à base da maconha

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(Foto: Pixabay)

Uma farmácia de manipulação de Balneário Camboriú foi proibida de trabalhar com produtos derivados da cannabis — popularmente conhecida como a planta da maconha. O estabelecimento chegou a entrar na Justiça para tentar escapar da fiscalização da Vigilância Sanitária, mas não conseguiu parecer favorável. O pedido foi negado tanto pela Vara da Fazenda Pública como pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

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Conforme o TJSC, a farmácia entendia que por possuir laboratório próprio tinha direito de trabalhar com produtos à base da maconha. A empresa se pautava nas leis federais 13.021/2014 e 5.991/1973, de maneira que pretendia evitar multas ou qualquer outro tipo de punição pela autoridade sanitária da cidade.

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No entanto, consta no relatório do Tribunal de Justiça que as normas mencionadas atribuem, justamente, à Anvisa “a competência para regulamentar o comércio de produtos que envolvam risco à saúde pública, assim como para autorizar o funcionamento de empresas que desenvolvam suas atividades a partir de tais produtos”.

O TJSC alegou também que a resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa nº 327, de 2019, proíbe o preparo de fórmulas magistrais com origem na maconha, conforme o artigo 15, que diz que “é vedada a manipulação de fórmulas magistrais contendo derivados ou fitofármacos à base de Cannabis spp“.

O documento citado pelo Judiciário na decisão menciona, ainda, que os produtos “podem ser comercializados exclusivamente por farmácias sem manipulação ou por drogarias mediante a apresentação de prescrição por um médico que esteja legalmente habilitado”.

*Estagiária sob supervisão de Talia Catie

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