FOTOS: SC preserva espécie rara de tartaruga que era usada para fabricar joias no passado

Dia Mundial da Tartaruga é celebrado nesta quinta-feira (23)

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SC preserva espécie rara de tartaruga que era usada para fabricar joias na passado

Espécie tartaruga-de-pente pode ser encontrada no Projeto Tamar (Foto: Lucas Amorelli, DC)

O Dia Mundial da Tartaruga é celebrado nesta quinta-feira (23). A data tem como objetivo promover conhecimentos e conscientizar a população sobre a importância de preservar os animais que estão criticamente ameaçados de extinção. Quem realiza esse trabalho em Santa Catarina é o Projeto Tamar, localizado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, que mantém uma espécie rara conhecida como tartaruga-de-pente. 

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Segundo a oceanóloga Juliene Rizze, o nome da espécie tartaruga-de-pente surgiu após o animal começar a ser usado para a produção de jóias e pentes. 

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— O casco dela é uma placa de queratina muito resistente. Eles usavam isso para fabricar esses objetos — explica a oceanóloga. 

As cinco espécies de tartarugas marinhas do Brasil

A prática, segundo Rizze, quase levou o animal a entrar em extinção e, por isso, atualmente é uma espécie considerada rara. Projetos, como o Tamar, atuam na proteção das tartarugas. Desde 1992, a caça e fabricação dos objetos com a casca da tartaruga é proibida pela Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES). 

Veja as fotos das tartarugas

Tartarugas marinhas e a preservação ambiental

Devido a leis de proteção ambiental e a conscientização em relação a proteção das tartarugas, a caça não é mais um problema no Brasil. Entretanto, a oceanóloga explica que dois fatores ainda contribuem para que os animais estejam na lista de extinção: a pesca incidental e os resíduos de plásticos. 

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— A pesca incidental acontece quando, sem querer, elas acabam sendo pegas na rede e morrem por afogamento. Elas também comem resíduos plásticos que, ao se acumularem, prendem o intestino e elas acabam morrendo. Às vezes demora, elas acabam ficando fracas e com fome — fala. 

De acordo com o Projeto Tamar, a espécie tartaruga-de-pente é considerada a mais tropical de todas as tartarugas marinhas e está distribuída nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Ela pode alcançar 1,14 metro de comprimento e pesar até 80 quilos. 

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Em Florianópolis, o Projeto Tamar preserva quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas que existem no Brasil: a tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-verde e a tartaruga-oliva. A única que não está no local é a tartaruga-de-couro, a maior e a mais ameaçada de extinção entre todas as espécies.

Espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil

  1. Tartaruga-cabeçuda – Vulnerável (classificação do MMA)
  2. Tartaruga-de-pente – Em Perigo (classificação do MMA)
  3. Tartaruga-verde – Quase Ameaçada (classificação do MMA)
  4. Tartaruga-oliva – Vulnerável (classificação do MMA)
  5. Tartaruga-de-couro – Criticamente em Perigo (classificação do MMA)

Segundo a especialista, todas podem ser encontradas em Santa Catarina em maior ou menor quantidade. As quatro espécies que vivem no Tamar foram resgatadas ainda pequenas.

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— Elas foram resgatadas quando eram filhotinhas. Elas estavam entre os filhotes que não conseguiram sair do ninho para ir. E por isso, elas acabaram ficando sob cuidados. São animais que nunca foram no mar antes, então a gente tem o registro delas desde o dia do nascimento — explica. 

Reabilitação de tartarugas debilitadas

Além das espécies que vivem no Projeto Tamar de Florianópolis, o local também acolhe outras tartarugas que são encontradas debilitadas por toda Santa Catarina. Lá, elas recebem o tratamento e são soltas assim que possível. De acordo com a oceanóloga, 95% das espécies que o projeto recebe são da tartaruga-verde, por serem as mais comuns no litoral de Santa Catarina. 

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— O Estado é uma área de alimentação delas. Elas ficam aqui no momento que são jovens para comer. À medida que elas crescem, elas migram para outras áreas — diz. 

Além disso, com a temporada da pesca da tainha, muitas espécies são capturadas pelos pescadores e encaminhadas para o Projeto Tamar.

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Neste domingo (26), o projeto vai realizar a soltura de uma das tartarugas na praia da Barra da Lagoa, em Florianópolis. Neste dia, toda a arrecadação da venda de ingresso para a entrada no Tamar será revertida para ajudar as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul.

Serviço

  • O que: Projeto Tamar
  • Onde:  R. Prof. Ademir Francisco, s/n – Barra da Lagoa
  • Valor da entrada: R$ 36 (inteira), R$ 18 (meia).

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