Governador da Indonésia atribui atraso no resgate de Juliana Marins a falta de estrutura

Lalu Muhamad Iqbal admitiu que a região não dispõe de estrutura adequada para operações de resgate como o da brasileira

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Juliana Marins caiu em um penhasco no sábado (21) durante uma trilha no vulcão Rinjani (Foto: Redes sociais, Reprodução)

O governador indonésio Lalu Muhamad Iqbal, que comanda a província de Sonda Ocidental, onde fica o vulcão Rinjani, publicou uma carta aberta a brasileiros lamentando a morte de Juliana Marins, que caiu em um penhasco no sábado (21) durante uma trilha na região. Em um vídeo divulgado no sábado (28), a autoridade admitiu a falta de estrutura durante a tentativa de resgate da jovem. As informações são do g1.

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A gravação de pouco mais de três minutos, narrada por um homem e intitulada “Carta aberta para meus irmãos e irmãs brasileiros”. Iqbal atribui o atraso no resgate à chuva persistente e à neblina densa, mas admite que a região não dispõe de estrutura adequada para operações desse tipo.

— Quero assegurar que, desde o primeiro momento em que fomos informados do acidente, nossa equipe de resgate agiu com urgência e dedicação. Eles arriscaram a própria segurança para cumprir sua missão — destacou o governador.

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Ele também explicou por que não mobilizou helicópteros na operação.

— O terreno arenoso próximo ao local criou riscos extremos para os dois helicópteros que mobilizamos, pois a entrada de areia nos motores tornava as operações de resgate aéreo inseguras. Reconhecemos que o número de profissionais certificados em resgate vertical ainda é insuficiente e que nossas equipes ainda carecem de equipamentos avançados para esse tipo de missão.

O político destacou que a infraestrutura de segurança ao longo da trilha de Rinjani “precisa ser aprimorada, já que essa montanha deixou de ser apenas um destino de trilha para se tornar uma atração turística internacional.”

— Com essa consciência, estou totalmente comprometido, como governador, a iniciar uma revisão abrangente com todos os envolvidos na região do Rinjani — declarou.

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Veja fotos da jovem

Relembre o caso

Juliana Marins caiu de um penhasco no sábado (21), enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A morte foi confirmada na terça-feira (24), após quatro dias de buscas. A operação de resgate era considerada complexa, devido à neblina densa e ao terreno acidentado do local.

O corpo foi resgatado do penhasco na quarta-feira (25) e ainda está na Indonésia. Juliana será velada e sepultada em Niterói, sua cidade natal, em data ainda não marcada.

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No domingo, a família de Juliana afirmou que está com dificuldades para repatriar o corpo da jovem para o Brasil. Segundo o perfil criado nas redes sociais para mobilização do caso, a companhia aérea Emirates, em Bali, não estaria liberando o voo que trará o corpo, com chegada prevista no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A empresa não se manifestou sobre o caso.

Juliana era formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também atuava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, ela fazia um mochilão pela Ásia, tendo passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.

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