Homem divulga lista com “mais cornos” no RS e caso chega a polícia

Mais de cem moradores tiveram os nomes divulgados em listas que circularam na cidade de Candelária

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Ao menos cinco casos são investigados pela polícia (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Uma investigação inusitada movimentou a Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta semana. Isto porque mais de cem moradores de Candelária, no Vale do Rio Pardo, tiveram seus nomes incluídos em listas pejorativas dos “mais cornos”, “mais chatos” e “velhacos” da cidade. As informações são da Gaúcha ZH.

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A mediação do conflito ocorreu entre dois homens. O material divulga o nome, apelido e o local de trabalho das pessoas que foram alvos das ofensas em ao menos cinco listas. 

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Na quinta-feira (28), um dos suspeitos de compartilhar a lista e uma das vítimas se encontraram no cartório próximo à delegacia. Antes da conversa, o homem procurou o citado e pediu desculpa pelo fato, segundo a delegada Alessandra Xavier de Siqueira. Depois disso, os dois foram à delegacia, onde a pessoa desistiu do processo. 

Ainda conforme a delegada os dois acertaram que não seria feito nenhum pedido público de desculpas e, com um aperto de mãos, selaram o acordo. 

— Foi uma brincadeira. Eles são amigos há tempos. O autor entendeu todo o prejuízo que causou para a vítima. O acordo foi entre eles, nada induzido pela polícia — disse a delegada em entrevista a GaúchaZH. 

Outros dois suspeitos de compartilhar o conteúdo foram identificados após a vítima entregar trechos das conversas à polícia. Eles devem prestar depoimento nos próximos dias. 

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Porém, segundo a delegada, até o momento, não foi possível identificar o autor das listas. Por conta disso, a polícia estuda pedir à Justiça a quebra dos sigilos dos grupos de WhatsApp em que os materiais foram publicados e compartilhados.

A polícia também tentará fazer o mesmo tipo de mediação com os outros envolvidos. Caso não se chegue a um acordo, os responsáveis pela criação e compartilhamento serão investigados por difamação nas redes sociais. 

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De acordo com a delegada, até sábado (30), cinco ocorrências estavam em andamento, relacionadas às listas. Outras vítimas também procuraram a delegacia e registraram boletins de ocorrência. 

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