Morre diplomata Sergio Amaral, ex-embaixador ex-ministro

Aos 79 anos, Amaral é conhecido por ocupar postos de destaque na diplomacia brasileira

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Diplomata e ex-ministro Sérgio Amaral (Foto: MRE/Divulgação/Agência Brasil)

O diplomata Sérgio Amaral morreu em São Paulo na noite desta quinta-feira (13). Aos 79 anos, o ex-embaixador e ex-ministro é conhecido por ocupar postos de destaque na diplomacia brasileira. Foi também ministro da Indústria e Comércio, além de porta-voz da Presidência da República durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

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Nascido em junho de 1944, Sergio Amaral estudou direito na Universidade de São Paulo e fez pós-graduação em Ciência Política (DESS) pela Universidade Paris-Sorbonne. Foi negociador da dívida externa brasileira e ocupou uma série de cargos no governo federal, como o de secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Secretário de Comunicação de FHC, presidente dos Conselhos da Camex e do BNDES.

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Foi durante seu período à frente da embaixada do Brasil nos Estados Unidos (EUA) que os dois países celebraram o histórico acordo de salvaguardas tecnológicas que permite o uso da base de Alcântara, no Maranhão, após anos de negociação.

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Amaral era considerado um expoente do estilo tradicional do Itamaraty, que defendia o pragmatismo do Brasil nas relações com outros países. Sobre os EUA, por exemplo, costumava dizer que a relação entre as duas nações era pendular — ora de mais proximidade, ora de afastamento, a depender dos temas e interesses em jogo.

O estilo sóbrio no trabalho dava lugar a uma personalidade alegre na vida pessoal. Gostava de receber amigos em casa e era um adorador do carnaval — característica que transmitiu à filha Camila, quem também herdou o interesse pelas relações internacionais.

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Amaral voltou ao Brasil após o período como embaixador em Washington, em 2019. Passou a viver em São Paulo e dedicou-se a atividades no setor privado, além das participações em palestras e entrevistas à imprensa. Ele presidiu o Conselho Empresarial Brasil-China e integrou o Conselho da WWF Brasil e de empresas brasileiras. Estava associado ao escritório Felsberg e Advogados, era membro do Conselho Estratégico da Fiesp e conselheiro do Cebri.

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Na campanha eleitoral de 2022, Amaral engrossou a lista de tucanos históricos que declararam voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, citando a defesa da democracia e dos valores tradicionais da diplomacia brasileira. “Todos aqueles que comungam das ideias do PSDB encontram no Lula uma pessoa que tem algumas ideias semelhantes. O PSDB historicamente é a social democracia e teve uma trajetória comum (à do PT) no combate à ditadura, disse ao Estadão o ex-embaixador, na ocasião.

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O velório será neste sábado (15), a partir das 9h, na Funeral Home, na Bela Vista, na área central de São Paulo. O enterro será às 13h30 no cemitério São Paulo, em Pinheiros (zona oeste). Ele deixa os filhos Marcelo, Manuela, Camila e Adriana e o neto João.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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