Número de crianças perdidas nas praias de SC cai 33% na temporada, mas bombeiros fazem alerta

Mesmo com redução, foram registradas quase 2 mil ocorrências, segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC)

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crianças perdidas praia (Foto Tiago Ghizoni, Arquivo SecomSC)

Dados são de 15 de dezembro a 26 de janeiro (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo Secom/SC)

O número de crianças perdidas nas praias catarinenses durante a temporada de verão caiu de 2.899 para 1.936, uma redução de 33% em relação ao mesmo período do ano passado — de 15 de dezembro a 26 de janeiro. Os dados foram divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) na terça-feira (27).

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O CBMSC atribui a redução à estratégia que une 9 milhões de ações preventivas — 1 milhão a mais que no verão anterior — a projetos educacionais de impacto social, como o Projeto Golfinho. (saiba mais abaixo)

Conheça as principais praias de Florianópolis

O “Efeito Golfinho”

Grande parte do sucesso na segurança infantil deve-se ao alcance do Projeto Golfinho, segundo o CBMSC. Mais do que uma colônia de férias na areia, o programa funciona como uma ferramenta de cidadania: de forma lúdica, alternando brincadeiras e aprendizado, os guarda-vidas ensinam às crianças os perigos do mar, o significado das bandeiras e a importância de não se afastar dos pais.

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Dessa forma, a criança torna-se um “fiscal” da segurança da própria família, disseminando atitudes preventivas entre pais e parentes. Ao entenderem os riscos desde cedo, elas se expõem menos, resultando na queda expressiva dos índices de desencontros na orla.

Nesta temporada já são mais de 5 mil crianças que aderiram ao Programa e até o final do ano os números devem chegar a mais de 10 mil, de acordo com a corporação.

Pulseirinhas e a regra do “braço de distância”

Apesar da melhora nos números, a corporação se mantém em alerta. Segundo a major Natália Cauduro da Silva, subcomandante do Batalhão de Florianópolis, embora estatisticamente jovens de 24 e 25 anos sejam as maiores vítimas de afogamento, as crianças são o grupo mais vulnerável devido à incapacidade de reação.

— As crianças exigem cuidado redobrado e atenção constante. Até correntes pequenas, que parecem inofensivas para um adulto, conseguem arrastá-las rapidamente. É fundamental que a criança esteja sempre no raso e, no máximo, a um braço de distância do adulto responsável — alerta a oficial.

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Para auxiliar os pais nessa vigilância, o CBMSC distribui gratuitamente pulseiras de identificação em todos os postos de guarda-vidas. O item, simples e à prova d’água, permite que, caso a criança se perca, o reencontro seja agilizado, reduzindo o trauma e o tempo de resposta.

Menos salvamentos, mais segurança

A lógica “mais apitos, menos resgates” também surtiu efeito, segundo a corporação. Com os banhistas mais educados e as crianças mais vigiadas, o número de salvamentos caiu de 2.545 na temporada passada para 1.780 neste ano.

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Houve também redução nos óbitos em praias de água salgada, de 12 para 10. Contudo, a corporação pede atenção redobrada à água doce. Nesta temporada, ocorreram 10 mortes em rios e lagos contra sete no ano anterior, sendo que todos os casos aconteceram em locais não guarnecidos, onde não havia a proteção dos bombeiros.

Confira dicas do CBMSC para pais e responsáveis

  • Identifique: assim que chegar à praia, vá ao Posto de Guarda-Vidas e solicite a pulseirinha de identificação para seu filho. É gratuito;
  • Monitore: a regra de ouro é a distância de um braço. Nunca deixe a criança sozinha na água, nem por um segundo;
  • Eduque: incentive seu filho a participar do Projeto Golfinho quando houver turmas disponíveis em sua praia;
  • Local Seguro: procure sempre locais próximos aos postos de guarda-vidas. Em caso de emergência, o tempo de resposta é crucial.