Um fenômeno que pode arrastar uma pessoa para longe da praia em poucos segundos, as correntes de retorno são o principal fator de risco para banhistas no litoral catarinense, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC).
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De acordo com os números da Operação Estação Verão, entre 15 de dezembro e 18 de janeiro foram registrados 1.289 arrastamentos por corrente de retorno e 42 afogamentos com recuperação em praias de Santa Catarina, totalizando 1.331 salvamentos, uma média de 40 por dia.
O arrastamento por corrente de retorno ocorre quando a pessoa é puxada pela força da água em direção ao mar aberto, geralmente sem conseguir voltar sozinha à areia, mas sem necessariamente submergir ou perder a consciência. Já o afogamento com recuperação acontece quando a vítima chega a submergir, aspira água e corre risco real de morte, sendo resgatada pelos guarda-vidas e recuperada com vida após o atendimento.
No mesmo período da temporada anterior, haviam sido contabilizados 2.190 arrastamentos, 49 afogamentos com recuperação e cerca de 6 milhões de ações preventivas. Os dados indicam uma redução aproximada de 41% nos casos de arrastamento em relação ao verão passado.
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O que são as correntes de retorno?
As correntes de retorno surgem quando a água que bate na areia e encontra um caminho para voltar ao mar de forma concentrada. Ela funciona como um “corredor”, que puxa a pessoa para fora da área rasa em poucos segundos. De acordo com os bombeiros, o perigo não é afundar, mas se cansar rapidamente ao tentar nadar contra essa força.
Em praias em que há presença de guarda-vidas, os locais com corrente de retorno são demarcados com bandeiras vermelhas e informam onde o banhista não deve entrar.
A subcomandante do Batalhão dos bombeiros de Florianópolis, major Natália Cauduro da Silva, explica que o comportamento do banhista faz a diferença.
— É preciso que o banhista fique atento e, se perceber que está sendo puxado, acene por ajuda ao guarda-vidas e nade paralelamente à praia ou flutue até a ajuda chegar. Não gaste energia nadando contra a corrente, já que ela é mais forte que você — orientou.
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Duas mortes em uma semana
Entre 13 e 19 de janeiro, no relatório mais recente dos bombeiros, ocorreram duas mortes por afogamento em Santa Catarina. Ambas foram no mar, em áreas sem cobertura de guarda-vidas. As vítimas foram dois homens, com idade média de 23 anos.
Ainda que os jovens de 24 e 25 anos sejam, em maioria, aqueles que tenham o maior número de casos, as crianças exigem muita atenção, já que até correntes pequenas conseguem arrastá-las. A major Natália recomenda que a criança esteja sempre no raso e, no máximo, a um braço de distância do adulto responsável.
Como forma de ampliar a segurança, os bombeiros oferecem gratuitamente pulseiras de identificação infantil nos postos de guarda-vidas.











