Quem são os pesquisadores de SC entre os cientistas mais influentes do mundo

Ranking internacional da Research.com destaca pesquisadores da universidade catarinense nas áreas de Medicina e Neurociência

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Felipe Dal Pizzol, Gislaine Zilli Réus, Samira Valvassori e Josiane Budni aparecem entre os cientistas mais influentes do Brasil em suas áreas (Foto: Unesc, Reprodução)

Quatro pesquisadores da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de Criciúma, estão entre os cientistas mais influentes do mundo em suas áreas de atuação, segundo o ranking internacional da plataforma Research.com. Os nomes ligados à universidade catarinense são Felipe Dal Pizzol, Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni, reconhecidos pelo impacto das pesquisas desenvolvidas nas áreas de Medicina e Neurociência.

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Na edição mais recente da lista, o professor Felipe Dal Pizzol aparece entre os destaques da Medicina, enquanto as professoras Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni figuram entre os principais nomes da Neurociência no Brasil.

No cenário nacional, Gislaine ocupa a 22ª posição na Neurociência, Samira está em 28º lugar e Josiane aparece na 58ª colocação. Já Dal Pizzol figura na 34ª posição entre os pesquisadores da Medicina no país.

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Pesquisadores somam mais de mil artigos publicados

Ao todo, os quatro cientistas da Unesc somam 1.002 publicações científicas e quase 45 mil citações. Na classificação geral, que avaliou 82 universidades brasileiras, a instituição aparece na 32ª posição.

Entre as universidades comunitárias do país, ocupa o 4º lugar, atrás apenas da PUCRS, PUCRJ e PUCPR. Em Santa Catarina, é a única comunitária presente na lista.

Para Felipe Dal Pizzol, o reconhecimento representa uma conquista relevante na trajetória acadêmica e científica. Segundo o pesquisador, rankings como esse consideram indicadores ligados ao impacto da produção científica, especialmente o número de vezes em que os estudos são citados por outros pesquisadores, refletindo a influência das pesquisas no avanço do conhecimento.

A classificação utiliza o índice H (H-index) para avaliar a produtividade e o impacto científico dos pesquisadores, com base no número de citações recebidas pelos artigos publicados. Na prática, quanto maior o volume de citações, maior tende a ser a relevância e a influência do trabalho desenvolvido dentro da comunidade científica.

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Entenda como funciona o ranking

A classificação da plataforma Research.com é elaborada com base em dados bibliométricos coletados em bases internacionais de publicações científicas, como OpenAlex e CrossRef. O levantamento considera informações sobre artigos publicados, número de citações e impacto acadêmico dos pesquisadores, buscando medir a relevância da produção científica em cada área.

No caso do ranking de Neurociência, a posição dos pesquisadores é definida a partir do chamado Índice D, uma variação do índice H que leva em conta apenas os trabalhos e citações relacionados à área específica analisada. Dessa forma, a metodologia busca avaliar a influência do cientista dentro do próprio campo de atuação.

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— Ficar na 58ª posição por dois anos consecutivos é um presente enorme da ciência. É o reconhecimento de que estou no caminho certo, fazendo o que amo e contribuindo, mesmo que de forma pequena, para algo maior — celebrou Josiane Budni.

Para a edição de 2026, a Research.com analisou mais de 178 mil perfis de cientistas de diferentes disciplinas. Entre eles, 83 pesquisadores especializados em Neurociência foram selecionados para avaliação detalhada.

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Para entrar na lista, os cientistas precisavam ter Índice D mínimo de 30 e manter a maior parte das pesquisas concentradas na área de Neurociência. Além dos dados quantitativos, como publicações e citações, a classificação também considera conquistas acadêmicas e reconhecimentos relevantes na trajetória dos pesquisadores.

Protagonismo feminino na ciência

Além do reconhecimento internacional à produção científica da Unesc, o ranking também evidencia o protagonismo feminino na pesquisa acadêmica. Três pesquisadoras da universidade aparecem entre os principais nomes da Neurociência no Brasil: Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni.

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Para Samira Valvassori, a presença das três cientistas da mesma instituição na classificação representa uma conquista coletiva: — É um reconhecimento muito importante. Não importa a posição, só de estar nesse ranking já é algo grande. Muitas vezes aqui no Brasil as pessoas reconhecem, mas é bom ver esse reconhecimento internacional também. Estou muito feliz — conta. Ela também destacou a importância da presença feminina na lista.

— Acho este fato uma vitória para nós enquanto mulheres, pesquisadoras, e também para a Universidade, que investe e apoia — completou.

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A professora Gislaine Zilli Réus, que ocupa a 22ª posição nacional na Neurociência, ressaltou que o reconhecimento reforça a importância do investimento contínuo em pesquisa científica e da colaboração entre instituições.

— Receber essa classificação é um estímulo para seguir avançando, com rigor científico e compromisso social, na produção de conhecimento que possa gerar impacto real na vida das pessoas — apontou Gislaine.

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— Tenho muita satisfação de fazer parte disso e, ainda mais, de integrar um programa de excelência, com três mulheres entre as 80 melhores neurocientistas do país. Isso mostra a força da mulher na ciência e o impacto do trabalho que estamos construindo, mesmo diante dos desafios — complementou Budni.

Conheça os pesquisadores da Unesc em ranking internacional