“Saímos de supetão”, relata mulher que mora há uma semana em Rio do Sul sobre enchente

Maria Luiza Hang vive na maior cidade do Alto Vale há exatos cinco dias

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Imóveis precisaram ser retirados da casa da família (Foto: Ana Cristina Machado, NSC TV)

No exato dia em que completa uma semana como moradora de Rio do Sul, Maria Luiza Hang teve de lidar com a insegurança de não poder ficar no próprio lar por causa da enchente que atinge a cidade. Com a água chegando perto do portão da casa dela, a mulher se viu obrigada a tirar, de imediato, os móveis de dentro da residência que havia sido recém-inaugurada pela família.

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Era por volta das 13h desta quarta (4) quando eles começaram a se preocupar com a possibilidade de ter a casa atingida pela cheia, conforme lembra Maria. Cerca de duas horas depois, a sogra da moradora foi avisar sobre a necessidade de tentar salvar ao menos os móveis da residência, já que a água se aproximava com rapidez.

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Nesta quarta-feira, fez uma semana que Maria vive em Rio do Sul, na residência que levou ao menos três dias para arrumar até se mudar definitivamente, conforme contou à repórter Ana Cristina Machado, da NSC TV.

— Tivemos que sair de supetão por causa da água — relata.

O corre-corre para tirar os móveis das casas também foi vivido por Fabio Tiago da Cunha, que não hesitou em ir até a cidade para ajudar a família. Assim como Maria, ele se surpreende com a rapidez com que o Rio Itajaí-Açu subiu e atingiu as residências, onde moradores tiveram de usar até barco para se locomover.

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Enchente em Rio do Sul

Por volta das 16h desta quarta-feira (4), a cidade passou a enfrentar situação de enchente depois que o nível do rio ultrapassou a marca de 7,5 metros. Moradores de ruas atingidas pelas próximas cotas já estão sendo orientados a levantar os móveis e tomar providências.

As principais vias danificadas pela chuva até o momento são a Wenceslau Borini, próximo ao acesso ao bairro Fundo Canoas, e as ruas da região da Cohab, no bairro Bela Aliança. No total, sete abrigos foram abertos para atender a população, onde 190 pessoas seguem acolhidas.

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*Sob supervisão de Augusto Ittner

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