Suspeito de estuprar duas mulheres em Itapoá é identificado e procurado pela polícia

Homem ameaçou vítimas com uma faca, as obrigou a entrar no carro e as violentou em um terreno baldio, segundo a polícia

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Homem está foragido desde o final de abril (Foto: Ricardo Wolffernbuttel, Secom )

O suspeito de estuprar duas mulheres na mesma noite em Itapoá, no Litoral Norte, já foi identificado pela polícia, está com mandado de prisão ativo e é considerado foragido da Justiça. O caso aconteceu no final de abril e, antes de cometer o crime sexual, o homem teria ameaçado as vítimas com uma faca e as obrigado a entrar no carro dele. Elas teriam sido violentadas em um terreno baldio. 

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De acordo com delegado regional Rafaello Ross, as mulheres têm 30 anos e estavam próximas à pista de skate, no bairro Itapema do Norte, quando foram abordadas e rendidas pelo homem. 

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Tudo aconteceu por volta de meia-noite de sexta-feira (22) para sábado (23) do mês passado e, segundo Ross, o homem se aproveitou da condição menos movimentada da cidade para cometer o crime. 

— Depois que elas entraram no veículo, ele saiu das proximidades e as levou para um local ermo, onde ele teria consumado a violência sexual contra as duas. Depois, ele fugiu do local e, desde então, está sendo procurado pela polícia — explica Ross. 

As vítimas foram deixadas no terreno baldio e, assim que o suspeito foi embora, a Polícia Militar foi acionada por elas. Ross explica que, neste caso, por conta da gravidade, foi dada uma “condição de prioridade” à situação. 

Portanto, já na semana seguinte, depois que as jovens passaram por exame de corpo de delito que constatou os estupros, o suspeito foi identificado, e o poder Judiciário emitiu mandados de prisão, busca e apreensão. 

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A polícia chegou ao nome do jovem com a ajuda de imagens de câmeras de segurança, que flagraram a movimentação do carro do suspeito nas proximidades de onde ocorreu o crime, e com base na ficha criminal do rapaz, que tem passagens por roubo e tráfico de drogas, além de já ter cumprido pena no sistema prisional do Paraná. Apesar de não ser morador da cidade, ele tem família em Itapoá e ia com frequência na casa dos parentes. 

Ross diz que, com base no relato das vítimas, elas não o conheciam e souberam apenas dar características físicas dele, além de citarem a roupa que estava vestindo. A polícia afirma que o crime aconteceu de forma ocasional, e o homem abordou as vítimas aleatoriamente. 

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— Já cumprimos mandado de busca na casa dele, em Itapoá. Quando os policiais foram lá, encontraram familiares do homem, que nada têm relação com o crime por ele praticado. Foram coletados alguns materiais lá para a investigação, mas ele não foi encontrado — descreve o delegado. 

Suspeito não está mais na cidade

O delegado regional acredita que, por conta da repercussão que o caso teve na cidade, o homem já saiu de Itapoá ainda durante a madrugada ou manhã que sucedeu o crime. A polícia desconfia que ele já esteja fora do Estado. 

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Até por causa dessa notoriedade, Ross diz que foram divulgadas muitas informações falsas relacionadas ao assunto, principalmente nas redes sociais, como áudios, fotos e até vídeos de possíveis suspeitos. 

A própria delegada Milena Fátima Rosa, responsável pelas investigações, disse à reportagem do AN que havia imagens circulando na internet de suspeitos de crimes cometidos em 2013 que estavam sendo apontados como responsáveis por este caso recente. 

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— É quase uma década depois. Pedimos às pessoas que não repassem informações sem saber a origem delas, para evitar que inocentes sejam incriminados — alertou Milena. 

Ross ainda complementou que este caso se tratou de um episódio isolado e que não há um estuprador à solta na cidade, até porque o homem está foragido. 

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— O pessoal acaba por ter uma cultura de lançar notícia para proteger a população, para que se acautele, mas infelizmente tem aqueles também que gostam de causar pânico. Eles acabam disseminando informações incorretas, de algo que ouviu dizer, costura uma história e lança aquilo como verdade, vai pulverizando e fica um caos. Itapoá não tem esse histórico de violência sexual, salvo aqueles de vulneráveis que acontecem em todos os locais, mas que a Polícia Civil está sempre monitorando — tranquiliza. 

Agora, as diligências seguem entre as polícias Civil e Militar a fim de prender o suspeito. 

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