Terreiros protestam contra intolerância religiosa após Iemanjá ser depredada em Florianópolis

Religiosos se juntam para colocar nova imagem da Rainha do Mar no local

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Depredação foi identificada no último dia 12 (Foto: Redes sociais/Reprodução)

Terreiros de umbanda vão se juntar em um protesto na praia da Armação, em Florianópolis, a partir das 14h deste domingo (29), quando será colocada uma nova imagem de Iemanjá no local. Uma antiga foi destruída, o que os manifestantes associam à intolerância religiosa, motivo do protesto.

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A imagem de concreto foi depredada aparentemente a marteladas, tendo a cabeça arrancada. 

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A Associação dos Terreiros de Umbanda do Ritual de Almas e Angola do Brasil (Atuaa) teve conhecimento do ocorrido em 12 de maio. Desde então, religiosos mobilizaram uma vaquinha para arrecadar R$ 1,5 mil e fazer uma nova homenagem a Iemanjá no bairro Armação do Pântano do Sul.

A meta de arrecadação já foi batida, com uma nova imagem já tendo sido feita. Ela tem cerca de 1 metro de altura e pouco mais de 100 quilos. Caso a vaquinha consiga arrecadar mais dinheiro, os religiosos pretendem fazer uma gruta e comprar flores para Iemanjá.

Um dos organizadores do protesto, Douglas Michels afirma que esta já é a 20ª imagem a ser colocada no local, que é alvo de ataques recorrentes por intolerância religiosa.

A primeira foi instalada em 2001, colocada por Dorvalina Laureano Dutra, ou Dona Dodô, moradora do bairro Costeira do Pirajubaé. Manezinha da Ilha e muito devota, ela construiu uma capela para Iemanjá no local ao cumprir uma promessa.

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A imagem precisou ser reconstruída e colada inúmeras vezes devido aos ataques. A última havia sido colocada por Mãe Ivone de Odé, da casa Ilê Mensageiro dos Ventos.

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