Após período de crise, Porto de Itajaí projeta receita recorde de R$ 180 milhões com recuperação das operações

Balanço de dois anos aponta quitação de R$ 150 milhões em dívidas e quase 950 mil movimentações de caminhões

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Nos dois anos de retomada, porto registrou crescimento nas operações, regularizou dívidas e prevê novos projetos para modernizar a infraestrutura (Foto: SPI, Divulgação)

Completados dois anos do início da retomada da gestão federal, o Porto de Itajaí acumula resultados na recuperação financeira, no aumento da movimentação de cargas e também na regularização de dívidas. Além disso, a administração projeta um faturamento de R$ 180 milhões em 2026, após registrar o maior resultado anual da série histórica em 2025, e contabiliza quase 950 mil movimentações de caminhões no período.

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A União reassumiu a administração do terminal no fim de 2024, após um período de retração das operações, e consolidou a gestão em janeiro de 2025. Desde então, segundo o balanço divulgado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), foram quitados cerca de R$ 150 milhões em dívidas, a dragagem foi retomada e o volume de cargas movimentadas voltou a crescer.

Em 2025, o Porto de Itajaí alcançou o faturamento de R$ 174,65 milhões, o maior resultado anual nominal desde o início da série histórica, em 2016. O valor ficou cerca de 24,9% acima do recorde anterior do período de 2019 a 2022, registrado em 2021, quando a receita chegou a R$ 139,86 milhões.

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Para 2026, a projeção é atingir R$ 180 milhões. Até setembro, a receita acumulada era de R$ 135,15 milhões, o equivalente a 75,1% da meta anual.

A recuperação financeira também inclui a quitação de aproximadamente R$ 150 milhões em dívidas. Desse total, R$ 48 milhões estavam relacionados à dragagem e R$ 102 milhões correspondiam a outras obrigações financeiras, conforme a administração portuária.

Porto movimenta milhões de toneladas de carga a cada ano

A movimentação de cargas no Porto Público de Itajaí passou de aproximadamente 370,8 mil toneladas em 2023 para 4,76 milhões de toneladas em 2025. Para 2026, o volume previsto é de 5,1 milhões de toneladas. Somados, os dois anos da gestão federal representam cerca de 9,86 milhões de toneladas movimentadas.

No transporte rodoviário, foram contabilizadas 440.049 movimentações de caminhões em 2025 e outras 510.450 previstas para o fechamento de 2026. O total chega a 950.499 movimentações, indicador que demonstra a intensidade das operações e os efeitos sobre transportadoras, caminhoneiros e serviços de apoio logístico.

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A movimentação de contêineres também integra o balanço. Em 2025, foram registrados 366.089 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. Para 2026, a estimativa é de 480 mil TEUs, totalizando 846.089 nos dois anos. Os números correspondem exclusivamente ao Porto de Itajaí, sem incluir os demais terminais do Complexo Portuário.

Manutenção do canal de acesso em foco

A manutenção do canal de acesso está entre as medidas para garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações. Em março de 2026, foi firmado um contrato de R$ 63,8 milhões para serviços de dragagem, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação conforme as condições contratuais.

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A meta da SPI é manter as profundidades de referência de 14 metros no canal externo e 13,5 metros no canal interno, respeitando as condições de navegabilidade e as determinações da autoridade marítima.

Para os próximos anos, o planejamento prevê dois projetos distintos: o arrendamento definitivo do terminal portuário, com edital previsto para 2027, e a concessão do canal de acesso ao Complexo Portuário. As iniciativas fazem parte dos planos para modernizar a infraestrutura e ampliar a capacidade operacional.

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Atividades do terminal impactam diretamente na economia de Itajaí

A atividade portuária também contribui para a arrecadação municipal. De acordo com o balanço, o Imposto Sobre Serviços (ISS) associado ao setor gerou aproximadamente R$ 4,5 milhões em 2025. Para 2026, o valor informado é de R$ 4,7 milhões, totalizando R$ 9,2 milhões nos dois anos.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o conjunto de medidas adotadas nos últimos dois anos contribuiu para a recuperação das operações e a reorganização financeira do porto.

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“O Governo Federal assumiu um Porto que enfrentava uma situação de colapso operacional e financeiro, com prejuízos estimados em mais de R$ 1 bilhão para a economia, mais de 600 empregos diretos perdidos e cerca de 400 trabalhadores portuários avulsos sem renda. Hoje, o cenário é outro: recuperamos as operações, quitamos dívidas, retomamos a dragagem e devolvemos ao Porto sua capacidade de gerar receitas e oportunidades” aponta.