A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) já chegou a propor uma redução no horário de atendimento ao público para se adequar à mudança da escala de 6×1 para 5×2. A sugestão foi apresentada pela entidade em junho, antes de o Senado aprovar a redução da jornada de trabalho.
Hoje, a maioria das lojas de atacarejo abre durante a semana das 7h às 22h e aos domingos das 8h às 21h. Se mudassem para 7h30min às 21h30min na semana e das 8h às 19h aos domingos, o setor poderia atender a nova escala sem enfrentar maior custo com pessoal, propôs o vice-presidente da Acats, José Koch.
“Qual é a pergunta de R$ 1 milhão para não absorver todos esses custos e ter que repassar aos preços? Temos que ser inteligentes. O setor pode absorver isso fazendo pequenas mudanças sutis que não afetem o atendimento ao cliente e melhoram a qualidade de vida dos colaboradores”, afirmou.
Procurada pelo NSC Total após a aprovação do fim da escala 6×1, a Acats preferiu não se manifestar.
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Como funcionaria a redução de horário com o fim da escala 6×1 em supermercados
As projeções feitas pela entidade mostram que se o atendimento aos domingos fosse reduzido para o período das 8h da manhã às 7h da noite, seria possível trabalhar só com um turno de pessoal. Isso porque todos os colaboradores não precisam começar às 8h. Eles podem entrar gradativamente, ter intervalos de duas horas para alimentação e cumprir o trabalho do dia.
“Isso facilita porque um turno só será obrigatório com a nova lei. Então, isso resolve a questão da folga aos domingos porque os trabalhadores poderão folgar dois domingos e trabalhar dois”, detalhou José Koch.
Estudo do setor apurou que a mudança da jornada 6×1 para a 5×2, com redução de 44 horas semanais para 40 horas semanais, aumenta de 9% a 10% o custo com pessoal caso sejam mantidos os horários atuais de abertura das lojas.
Entenda o fim da escala 6×1 em imagens
Associação defendeu modelo de trabalho por hora
Em junho, a Acats informou que o setor aceita a adoção da jornada 5×2, mas defende a criação do modelo de trabalho por hora no Brasil, a exemplo do que existe nos Estados Unidos e Europa. A associação defende esse modelo, que está sendo proposto em projeto de lei para o setor enfrentar a falta de trabalhadores.
Caso seja alterada a jornada e a alternativa de trabalho por hora não seja adotada, o setor aponta desafios com falta de trabalhadores para as vagas disponíveis.















