Governo exclui café e carne de lista de alimentos que serão comprados após impacto do tarifaço

Açaí, água de coco e castanhas entraram na lista de alimentos que terão compra simplificada

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Café não está na lista (Foto: Banco de imagens)

O governo brasileiro vai comprar diversos produtos impactados pela tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos produzidos no Brasil, como pescado, mel e frutas. Esses alimentos poderão ser comprados de maneira mais simples pela União, estados e municípios. Entretanto, produtos como café e carne ficaram de fora porque possuem demanda em outros países. As informações são do g1.

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É o que afirma o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Entre os itens que incluídos na lista, publicada em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (22), estão:

  • açaí;
  • água de coco;
  • castanhas;
  • manga;
  • mel;
  • uva;
  • tilápia, pargo e corvina.

Para o ministro, o café e a carne ainda serão isentos pelos Estados Unidos.

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— Tem outros mercados que querem o café brasileiro, já que não têm grande disponibilidade. O fato de o café não ter entrado é por essa razão. A carne, igualmente, tem outros mercados que quererão a carne brasileira, que é muito barata e de altíssima qualidade — disse.

Plano de apoio

O governo do Brasil anunciou neste mês um plano de apoio a setores afetados pelo tarifaço, com linhas de crédito e facilitação de compras públicas. Dessa forma, é possível que sejam feitas compras de produtos impactados para programas de alimentação, como para a merenda escolar e hospitais.

As compras terão um processo simplificado, com dispensa de licitação ou estudos técnicos preliminares feitos. Nesta modalidade, as contratações valerão por até seis meses.

Cerca de R$ 6 bilhões no ano foram reservados no orçamento federal para programas de compras públicas de alimentos. Para Teixeira, o valor é suficiente, e que não há previsão de complementação de verbas.

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— Há também a possibilidade desses produtos, aqueles que puderem ser estocados, há um programa previsto para a Conab comprar ou subsidiar esse produto. Ele pode ser estocado pelo próprio produtor com recursos públicos, isso já está equacionado no orçamento público — disse o ministro.

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