INSS prevê aposentadorias de até R$ 8.893 em 2027; veja quanto cada brasileiro poderá receber

Aposentadorias poderão variar conforme idade, tempo de contribuição e regras aplicáveis a cada segurado do INSS; saiba mais

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Aposentadoria do INSS em 2027 deve ter aumento; veja valores (Foto: Divulgação, NSC)

As aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão ter um aumento em 2027 conforme as projeções apresentadas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional.

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Os valores podem variar entre R$ 1.741 e R$ 8.893,39 no próximo ano. À efeito de comparação, em 2026, o piso da aposentadoria é de R$ 1.621,00 (correspondente ao salário mínimo nacional) e o teto é de R$ 8.475,55 (reajustado em 3,90% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Aposentadoria do INSS em 2027

A projeção do governo federal estabelece um salário mínimo de R$ 1.741 para 2027, considerando uma estimativa de 4,93% para o INPC e ganho real de 2,3%. Caso seja confirmado, esse será o piso dos benefícios previdenciários vinculados ao mínimo.

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Já o teto do INSS poderá alcançar aproximadamente R$ 8.893,39, contudo, esse limite depende da inflação efetivamente registrada e da publicação dos valores oficiais. Portanto, os números ainda podem sofrer alterações durante a tramitação e a definição do orçamento.

Cálculo do valor da aposentadoria pelo INSS

Na regra geral, o cálculo considera a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, com atualização monetária. Sobre essa quantia, aplica-se um percentual inicial de 60%, acrescido de dois pontos percentuais por ano que ultrapassar 15 anos de contribuição para mulheres e 20 anos para homens.

Por exemplo, um segurado cuja média contributiva seja de R$ 3 mil e tenha direito a 80% desse valor receberá uma aposentadoria inicial de R$ 2.400. Existem, porém, regras de transição e modalidades específicas que utilizam critérios diferentes, como os pedágios de 50% e 100%.

Quem poderá se aposentar em 2027 e quais são as regras

Os requisitos variam conforme a data de início das contribuições e a modalidade escolhida. Para quem começou a contribuir depois da Reforma da Previdência, a regra geral exige 62 anos de idade e 15 anos de contribuição para mulheres, ou 65 anos e 20 anos para homens.

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Quem já contribuía antes da reforma poderá utilizar regras de transição. Em 2027, entre os critérios previstos estão:

  • Regra dos pontos: 94 pontos para mulheres e 104 para homens, com pelo menos 30 e 35 anos de contribuição, respectivamente.
  • Idade mínima progressiva: 60 anos para mulheres e 65 para homens, além dos respectivos tempos de contribuição de 30 e 35 anos.
  • Pedágio de 50%: destinado a quem estava a menos de dois anos de completar o tempo mínimo em novembro de 2019.
  • Pedágio de 100%: exige 57 anos para mulheres e 60 para homens, além do cumprimento do dobro do período que faltava para atingir o tempo mínimo de contribuição.

Aposentadoria rural, especial e de professores tem regras diferentes

Além da categorias profissionais em modalidade urbana, existem critérios específicos para trabalhadores rurais, professores, pessoas com deficiência e segurados expostos a agentes prejudiciais à saúde. Na aposentadoria rural por idade, por exemplo, são exigidos 55 anos para mulheres e 60 para homens, além da comprovação de 180 meses de atividade rural. Para segurados especiais, o benefício costuma corresponder a um salário mínimo.

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Professores que ingressaram no INSS a partir de 14 de novembro de 2019 precisam cumprir 57 anos de idade e 25 de contribuição, no caso das mulheres, ou 60 anos e 30 de contribuição, para os homens. Já a aposentadoria especial exige comprovação de exposição a agentes nocivos por 15, 20 ou 25 anos, conforme a atividade. Pessoas com deficiência e segurados permanentemente incapazes para o trabalho também possuem modalidades próprias, com critérios específicos de concessão e cálculo.

Quem recebe o salário mínimo terá aumento em 2027?

Os aposentados que recebem o piso previdenciário deverão ter seus pagamentos ajustados ao novo salário mínimo, caso a projeção de R$ 1.741 seja confirmada. Já os beneficiários que recebem acima desse valor terão reajuste calculado pelo INPC, sem garantia de ganho real equivalente ao concedido ao salário mínimo.

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O Benefício de Prestação Continuada (BPC), embora também seja pago pelo INSS, não é aposentadoria. Ele atende idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda que cumpram os critérios legais. Caso o novo mínimo seja aprovado, o pagamento mensal poderá chegar a R$ 1.741.

Para consultar uma estimativa individual, o segurado pode acessar o aplicativo ou site Meu INSS e selecionar a opção “Simular Aposentadoria”. A ferramenta utiliza os vínculos e recolhimentos registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), mas a simulação não garante a concessão do benefício.