Nova safra de carros chineses vai invadir o Brasil

BYD e Great Wall traçam estratégias consistentes para o mercado brasileiro

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BYD Tan começa a ser vendido em janeiro (Foto: BYD)

Duas marcas chinesas avançam sobre o mercado brasileiro, e pelo jeito elas não estão de passagem. A BYD, já conhecida pela venda de comerciais elétricos, como ônibus e caminhões, principalmente em parceria com prefeituras, anunciou que vai lançar ano que vem o Tan EV, SUV de sete lugares, que promete autonomia de pouco mais de 400 km.

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A aposta da BYD é alta: brigar com modelos elétricos de marcas já consagradas, como Porsche, Audi, Mercedes-Benz e BMW. O preço do Tan, que chega em janeiro, deve ficar próximo de R$ 500 mil.

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Na semana passada, a primeira concessionária da BYD no Brasil, a Eurobike, anunciou a parceria com a chinesa. Ela é especializada no segmento premium – possui em seu portfólio as marcas Audi, BMW, BMW Motos, Mini e Porsche. A primeira loja BYD será na capital e depois em Ribeirão Preto (SP) e Brasília.

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Poucos dias depois, a própria BYD anunciou a estratégia de abrir 35 concessionárias nas maiores cidades brasileiras até o final de 2022, onde o cliente poderá adquirir veículos e também toda a solução para abastecimento com energia solar fotovoltaica. A BYD possui em Campinas (SP) uma fábrica solar fotovoltaica, com planos de expansão em 2022.

Sinobrasileira

Outra chinesa, a Great Wall Motors, que comprou as instalações da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP), inicia produção local em 2023. Ela faz o caminho inverso de algumas asiáticas, que começaram com operações de importação para sentir o mercado e só então partiram para uma planta em solo brasileiro – caso de Toyota, Honda e Hyundai.

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Ainda assim, a marca deve iniciar a comercialização de SUVs e picapes importados em meados de 2022, para apenas depois iniciar a produção brasileira. A ideia é transformar a fábrica do interior de São Paulo em uma de suas bases de produção de automóveis. Os modelos que serão fabricados aqui ainda não foram divulgados.

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Entre os executivos brasileiros já nomeados, estão Pedro Bentancourt (ex-General Motors e Nissan), para o cargo de diretor de relações externas e governamentais. Oswaldo Ramos, com passagens por Ford e Stellantis, é o diretor comercial da Great Wall.

A fábrica terá capacidade de produzir 100 mil unidades por ano, cinco vezes mais do que a Mercedes-Benz, e expectativa de gerar 2 mil empregos.

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