As vitrines estão sumindo das lojas dos shoppings. Quem andou pelos corredores de algum centro de compras nos últimos meses já deve ter notado que as famosas vitrines estão perdendo espaço e as lojas estão cada vez mais abertas.
Para o consumidor, a sensação é de que ele seguiu caminhando e, de repente, se vê dentro da loja. O sumiço das vitrines tem uma explicação. Para o especialista em marketing e vendas, João Marinho, esse deve ser um caminho sem volta no comércio.
As vitrines sempre reinaram no comércio, ganhando tratamentos especiais, sendo preparadas para datas comemorativas e criando ambientes ideais que valorizavam os produtos. Porém, para analistas de comportamento do consumidor, elas ainda eram uma maneira de deixar as pessoas fora da loja.

Diminuir a fricção entre o comprador e o produto
Grandes redes do varejo estão retirando as vitrines e os produtos que ficavam expostos criando um cenário ideal de compras por uma entrada convidativa. O objetivo é aproximar o consumidor do produto, diminuindo o que o especialista chama de “fricção” entre comprador e compra.
Isso faz com que a pessoa que esteja andando pelo shopping, entre na loja, toque no produto, veja outros, circule e realize a compra. Aproximar a pessoa do produto pode diminuir a rejeição e fazer com que a venda aconteça de forma mais fácil. É nisso que as grandes lojas estão apostando.
Para João Marinho, esse é um processo que faz muito sentido e que deveria ser seguido por todo mundo que precisa vender. Diminuir o atrito entre a pessoa e a compra vai desde ter um site claro e não confuso, uma proposta direta e uma solução fácil para o problema do consumidor.
“Às vezes o cliente não desiste porque não quer comprar, ele desiste porque o caminho até a compra ficou pesado”, explica João Marinho.
