Os Estados Unidos começam a aplicar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% sobre produtos do Brasil. A medida foi oficializada pelo governo de Donald Trump, por meio do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O tarifaço é motivado por uma investigação do país contra práticas do comércio brasileiro que, segundo os EUA, prejudicam a economia norte-americana. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.
A investigação concentra-se em:
- Reivindicações das big techs americanas sobre regulação no setor no Brasil;
- PIX, sob a alegação de que o sistema prejudica empresas norte-americanas de cartões de crédito;
- Desmatamento ilegal, apontando uma suposta falta de eficácia na fiscalização que resulta na exportação de produtos agrícolas.
Apesar do governo Trump acusar o Brasil de não negociar um acordo, a investigação, anunciada no início de junho, foi acompanhada por uma série de conversas entre o governo Lula (PT) e os norte-americanos, na tentativa de evitar a medida. Na última terça-feira (14), representantes brasileiros se reuniram pela quinta vez com Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA, para defender que as tarifas são “injustificadas”.
Em maio de 2026, o próprio presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizaram uma extensa reunião na Casa Branca, em Washington. O encontro durou cerca de três horas no Salão Oval e focou em temas como comércio, tarifas, minerais críticos e cooperação internacional.
Santa Catarina está entre os estados mais atingidos pelo tarifaço
Santa Catarina está entre os estados brasileiros mais atingidos pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), 68% das exportações catarinenses destinadas ao mercado norte-americano serão afetadas pela tarifa adicional de 25%, o maior nível de exposição proporcional entre os estados.
Ao lado de São Paulo, Santa Catarina concentra 52% de todo o impacto econômico da medida. Do total de US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras atingidas pelas novas tarifas, US$ 3 bilhões correspondem a produtos paulistas. Embora São Paulo concentre o maior volume financeiro afetado, Santa Catarina aparece como o estado mais vulnerável em termos proporcionais, devido à forte dependência do mercado americano.
Produtos taxados
- Etanol
- Máquinas agrícolas
- Vestuário
- Maquinário elétrico
- Calçados
- Ferramentas de jardinagem
- Equipamentos de mineração
- Papel
- Açúcar orgânico
- Bens de capital
- Manufaturados em geral
- Produtos químicos diversos
- Itens industriais processados









