O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a imposição de tarifas de 25% aos produtos do Brasil é uma medida política e o “preço pago” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por, supostamente, não ter negociado um acordo com os norte-americanos. Nas redes sociais nesta quinta-feira (16), o secretário do governo de Donald Trump afirmou que Lula “colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”.

Continua depois da publicidade

Os Estados Unidos confirmaram na noite desta quarta-feira (15) a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Apesar do governo Trump acusar o Brasil de não de negociar um acordo, a investigação, anunciada no início de junho, foi acompanhada por uma série de conversas entre o governo Lula e os norte-americanos, na tentativa de evitar a medida. Na última terça-feira (14), representantes brasileiros se reuniram pela quinta vez com Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA, para defender que as tarifas são “injustificadas”.

Continua depois da publicidade

Em maio de 2026, o próprio presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizaram uma extensa reunião na Casa Branca, em Washington. O encontro durou cerca de três horas no Salão Oval e focou em temas como comércio, tarifas, minerais críticos e cooperação internacional.

Veja a declaração de Marco Rubio

Novo tarifaço entra em vigor em uma semana

As tarifas serão de 25%, conforme o governo americano, e entram em vigor a partir de 22 de julho após uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que apurou possíveis irregularidades que estariam prejudicando a economia dos Estados Unidos. . A investigação concentra-se em:

  • Reivindicações das big techs americanas sobre regulação no setor no Brasil;
  • PIX, sob a alegação de que o sistema prejudica empresas norte-americanas de cartões de crédito;
  • Desmatamento ilegal, apontando uma suposta falta de eficácia na fiscalização que resulta na exportação de produtos agrícolas.

Continua depois da publicidade

Em nota, o governo do Brasil disse que “repudia a decisão” para a aplicação das tarifas. O comunicado ainda destacou ao que se refere como falta de legitimidade das investigações, e que o Brasil sempre tentou realizar negociações.

“Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil”, apontou o comunicado.

Continua depois da publicidade

Nota critica família Bolsonaro

O comunicado ainda chamou os membros da família Bolsonaro de “falsos patriotas” que, para o governo, “arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros.”

Em 7 de julho, Flávio Bolsonaro, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro, foi até os Estados Unidos e discursou em audiência pública sobre o novo tarifaço e disse que novas tarifas antes da eleições “recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão”.

Continua depois da publicidade

Os produtos de SC mais exportados aos EUA