Vale-alimentação e vale-refeição: entenda novas regras dos benefícios a partir deste domingo (1º)

Novas regras visam ampliar as opções de uso dos benefícios; cartões são comumente utilizados em restaurantes e supermercados

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Novas regras de uso do vale-alimentação passam a valer em novembro (Foto: Banco de imagens)

As novas regras dos cartões vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) entram em vigor em novembro. As mudanças serão implementadas totalmente a partir de 7 de novembro. A principal é a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento.

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Na prática, a medida amplia as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação. Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os impactados.

A transição começou em maio e vai até novembro, quando completa um ano da assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

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As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio.

Veja fotos sobre as regras de uso do VA e VR

Bebidas alcoólicas continuam terminantemente proibidas nas compras com o saldo dos benefícios, independentemente do estabelecimento comercial (Foto: Banco de Imagens)
O saldo do vale-alimentação não pode ser utilizado para adquirir vinhos, mantendo a restrição a bebidas alcoólicas (Foto: Banco de Imagens)
Bebidas destiladas seguem de fora da cobertura do programa, sendo vedada a compra com os cartões de benefício (Foto: Banco de Imagens)
Produtos de tabacaria, como o cigarro, não entram na finalidade original do PAT e seguem proibidos (Foto: Banco de Imagens)
Artigos de fumo e charutos continuam barrados nas regras de utilização do saldo (Foto: Banco de Imagens)
Artigos de higiene pessoal, como sabonetes, não fazem parte dos gêneros alimentícios permitidos (Foto: Banco de Imagens)
Produtos para cuidados capilares e higiene continuam restritos e fora da cobertura do programa (Foto: Banco de Imagens)
Cremes hidratantes e cosméticos em geral seguem totalmente proibidos de serem adquiridos com os vales (Foto: Banco de Imagens)
Produtos de autocuidado e higiene diária não podem ser pagos com o benefício (Foto: Banco de Imagens)
Produtos de limpeza doméstica, como detergentes e sabão em pó continuam fora do escopo alimentar do trabalhador (Foto: Banco de Imagens)
Roupas, calçados e vestuário em geral continuam totalmente vedados pela regulamentação (Foto: Banco de Imagens)
Bens duráveis, como eletrodomésticos, continuam bloqueados para o uso do vale (Foto: Banco de Imagens)
Compras voltadas para a alimentação de animais de estimação continuam proibidas (Foto: Banco de Imagens)
A ampliação da rede credenciada permite o uso das maquininhas em qualquer grande rede de mercado, desde que respeitada a restrição de itens (Foto: Banco de Imagens)
Pequenos comércios, mercearias e quitandas também passam a aceitar os benefícios com a interoperabilidade das maquininhas (Foto: Banco de Imagens)
A prática de levar para casa mercadorias que não sejam gêneros alimentícios continua sob fiscalização rigorosa nos caixas dos estabelecimentos (Foto: Banco de Imagens)

O que muda no VA e VR?

Cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira.

A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios. A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações.

Onde é possível usar os cartões?

A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões, segundo informações da Agência Brasil. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão.

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A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento. Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos.

A mudança está garantida?

A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade.

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Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente. A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.