Município catarinense conquista mais de 20 medalhas em atividades paradesportivas

Com políticas públicas há um ano, Gaspar pretende investir cada vez mais nas modalidades

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Gaspar teve dois paratletas convocados para representar o Estado em uma competição regional e 15 atletas trouxeram 17 medalhas para a cidade no Parajesc

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Performance, rendimento, treinos constantes e muita dedicação. Essa é a rotina dos amantes do esporte, incluindo aqueles que possuem alguma deficiência. O paradesporto ainda requer políticas públicas a nível nacional, mas o país vem promovendo ações que visam aumentar o número de atletas tanto em treinos para melhorar a integração e qualidade de vida quanto em competições de alto nível.

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No Brasil, as modalidades de práticas paradesportivas são administradas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as deficiências elegíveis são deficiência visual (cegueira e baixa visão), deficiência física (motora) e intelectual.

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Em municípios catarinenses, o investimento no paradesporto é realidade e já traz frutos. No ano passado, com a diminuição dos riscos da pandemia de Covid-19, a Prefeitura de Gaspar, através da Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Gaspar (FMEL) e da Secretaria de Educação, deu início ao programa de paradesporto, com modalidades paralímpicas como natação, bocha e atletismo. Por meio de parcerias e apoio de atletas e instituições como o SESI de Blumenau, Gaspar conta com atletas em escolinhas de iniciação e treinos de rendimento.

Os resultados vêm sendo conquistados. Recentemente, Gaspar teve dois paratletas convocados para representar o Estado em uma competição regional e 15 atletas trouxeram 17 medalhas para a cidade no Parajesc, sendo essas as primeiras medalhas paralímpicas conquistadas pelo município.

Roni Muller, presidente da FMEL de Gaspar, destaca a importância do paradesporto, principalmente pela inclusão social. O programa, lançado há poucos meses, ainda precisa de melhorias estruturais, mas a meta é criar uma diretoria de paradesporto para que a ação seja realizada também em eventuais próximas gestões. A expectativa é de que a diretoria seja criada ainda neste ano. Tanto a parte escolar, na iniciação, quanto o rendimento, até adultos, serão apoiados pelo município.

— Rendimento, medalhas e competições são também importantes, mas ficam em segundo plano. O foco é empoderar esses paratletas, que eles podem superar as suas expectativas e contribuir com o município, assim como o município pode contribuir com elas. Nos espelhamos no exemplo que é Blumenau para Santa Catarina e para o Brasil e daqui a pouco vamos chegar lá também.

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Seleção e avaliações

Hoje, o paradesporto atende cerca de 80 crianças e adolescentes de diversas escolas, mais a APAE. Os treinos acontecem nas segundas e quartas-feiras na ADC-Seara, com a modalidade de atletismo e Bocha Paralímpica. Já a natação é realizada na Academia Like, com treinos três vezes na semana e preparação física duas vezes na Academia Moving Body.

Carlos Henrique de Oliveira, professor e coordenador das ações no município, conta que foram feitas avaliações no ano passado, quando começou o paradesporto na cidade.

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— O processo ocorre sempre em parceria com as escolas. No ano de 2021, as crianças eram avaliadas no SESI. Neste ano, contamos com a parceria da Associação Desportiva Classista Seara, que chamamos carinhosamente de Espaço Paralímpico. As avaliações e seleção não param. Continuamos em contato com as escolas e salas da educação especial e, se precisar, avaliamos as crianças na própria unidade escolar, pois o programa visa sim o esporte, mas também a oportunidade da criança e adolescente com deficiência praticar uma modalidade paradesportiva.

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Em outubro, o município realizou o seu primeiro Festival Paradesportivo, feito para os alunos que estão em treinamento. Os que já foram avaliados e ainda não estão em treinamento, assim como os que não conseguiram comparecer às avaliações das escolas municipais, estaduais, particulares e federais, podem participar no mês de novembro do Meeting CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro).

— Com o atletismo de 17 atletas que já estão se destacando nos treinamentos, acompanhados de seus técnicos Heitor Sales e Wagner Calefi, o Meeting CPB em Curitiba terá a modalidade de Halterofilismo com o atleta Ismaquias Frazão, a natação nas Paraolimpíadas Escolares 2022, com a atleta Gabriely Stein Hostins e seu técnico e coordenador do Paradesporto Carlos Henrique de Oliveira, no maior evento escolar Paraolímpico. Além disso, Santa Catarina realiza o Parajasc, Jogos Abertos Paradesportivos do estado, um evento de grande porte e que revela grandes atletas – completa Oliveira.

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Avanços continuam

Em um ano de paradesporto, Gaspar já conquistou mais de 20 medalhas, em circuitos paradesportivos na cidade vizinha Blumenau, nos Parajesc, Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina, e no regional 3 das Paralimpíadas Escolares – quando a atleta Gabriely Stein conquistou vaga para a etapa nacional da mesma competição nas Paralimpíadas Escolares.

Saiba mais sobre as ações de paradesporto de Gaspar.

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