“Eu, como brasileiro, tenho que torcer para a França”, diz ex-goleiro Julio César

Atleta participou de três edições de Copa do Mundo

Compartilhe:
Julio Cesar

(Foto: Karim Jaafar/AFP)

O ex-goleiro da seleção brasileira Júlio César já tem sua seleção preferida para a final da Copa do Mundo de domingo, no estádio de Lusail, no Catar. “Eu, como brasileiro, tenho que torcer para a França!”, disparou o ex-jogador, com um sorriso no rosto.

Continua após a publicidade

Receba notícias do DC via Telegram

— Adoro o Messi. Ele para mim é incrível, sensacional, é bonito ver o Messi jogar. Mas como todo brasileiro, tem essa rivalidade gostosa entre Brasil e Argentina. Obviamente se o Brasil estivesse na final os argentinos iam torcer contra. Não vamos ser hipócritas nesse momento — acrescentou Julio Cesar, que nesta quinta-feira participou de uma partida de ex-craques, os chamados ‘Legends’, convidados pela Fifa, em Doha.

Continua após a publicidade

Júlio César disse, no entanto, que “os amantes do futebol que não são brasileiros estão torcendo muito para que o Messi leve essa Copa pela história dele, pela carreira que ele tem construído até aqui”.

O ex-goleiro comentou também a dolorosa eliminação do Brasil nas quartas de final, diante da Croácia nos pênaltis. — Independente de você ter uma responsabilidade direta ou não acho que toda eliminação é ruim. Porque você programa, faz todo um trabalho interno, se prepara bem. Acho que não foi diferente com a seleção brasileira. A gente vê como a Seleção estava unida. Eles externavam isso — disse.

Argentina é coração; França é precisão

— Mas infelizmente futebol é futebol. E às vezes nem os melhores vencem. Então eu acredito que dessa forma se tira mais uma vez algum tipo de aprendizado para levar para 2026 — acrescentou.

Continua após a publicidade

O ex-goleiro da Inter de Milão também analisou a participação de Alisson, atual dono da camisa 1.

— Eu acho que no geral o Alisson fez uma Copa do Mundo muito bacana. Nos primeiros dois jogos ele não foi muito testado, quase não teve chute a gol. No terceiro entrou o Ederson, que foi muito bem, por sinal. E contra a Coreia do Sul ele fez uma partidaça e as defesas que ele fez só demonstraram por que ele era o titular do Tite — afirmou.

Continua após a publicidade

Do PSG à final da Copa do Mundo: Mbappé e Messi estão empatados na artilharia

Júlio César também analisou a atuação de Alisson contra a Croácia: — Ele teve poucas participações durante o jogo. Um único chute, uma bola desviada. E ele não conseguiu defender. Acho pelo fato de ele estar fora da partida. Isso é ruim para um goleiro — destacou.

Continua após a publicidade

Segundo Júlio César, que participou de três Mundiais (2006, 2010 e 2014), as críticas sempre vão existir em toda derrota. “A gente sabe da cobrança porque o Alisson já foi considerado o melhor goleiro do mundo. Hoje é Top 3 do mundo sem dúvida nenhuma. Então quando as coisas não acontecem de uma forma positiva as cobranças chegam porque cada vez que você mostra o quanto você é bom ela só aumenta”.

Deschamps é o quarto treinador a disputar duas finais consecutivas na Copa do Mundo

Continua após a publicidade

— Infelizmente nos pênaltis ele não conseguiu. Realmente são detalhes que decidem. Eu acho que os croatas foram mais eficazes do que nós — explicou.

Julio Cesar, que hoje tem 43 anos, fez elogios à organização do Mundial do Catar: “Acho que a Copa como um todo está muito bacana. Acho que essa experiência de uma única cidade realizar a Copa do Mundo está sendo legal porque os estádios são perto, então em termos de locomoção ficou muito tranquilo”.

Continua após a publicidade

Leia também

Neymar visita Itapema após eliminação na Copa do Mundo

Copa do Mundo: França cumpre seu papel e é finalista, mas não teve grande atuação