O legado sustentável da regata The Ocean Race em Itajaí

CEI de Itajaí adotou medidas de educação ambiental que seguem projetos de sustentabilidade iniciados em edições anteriores da regata

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(Foto: Felipe Sales, NSC TV)

Das bandeiras da The Ocean Race, a esportiva é a de mais fácil reconhecimento. Mas o evento preza, sobretudo, pelo debate sobre sustentabilidade. A montagem da Vila da Regata requer ações focadas no meio ambiente. Como exemplo, no último dia 25, Itajaí organizou a 10ª edição do “Juntos pelo Rio”, um evento que reuniu cerca de 1,4 mil voluntários para recolher resíduos nos rios Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim. Evento que foi feito no rastro da The Ocean Race.

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Mas há legados que já foram deixados no município com as edições anteriores. Uma delas é a circular nº 1901 de 2021, publicada pela prefeitura de Itajaí. Ela determina a “eliminação dos copos plásticos descartáveis para uso dos servidores municipais até março de 2022”. Ela é uma forma de compromisso voluntário com a campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente, bastante reforçada em edições anteriores da regata.

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Uma vez essa determinação tendo sido atingida com os servidores, ela começou a ser praticada em outras instâncias, como na rede municipal de ensino. No CEI Laércio Mauro Malburg, no bairro Barra do Rio, desde o ano passado, a criançada só pode usar copos retornáveis trazidos de casa.

– As crianças foram se habituando, as famílias também já colaboram bastante, mandando as garrafinhas e os copinhos para as crianças. Todos eles já conseguem identificar seu copinho e conseguem servir-se sozinhos – contra a diretora do CEI, Renata da Silveira.

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A ação coaduna com um projeto “O mar começa aqui”, que nasceu na mesma unidade de ensino e hoje é praticado em toda a rede municipal de educação.

– O propósito da ação é sinalizar pra população, para as famílias, a importância de não jogar lixo no chão, já que ele vai pro bueiro e esse lixo vai pra água – defende a professora Jaqueline Schmoeller, criadora da ação.

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Em sala de aula, as crianças estudaram as consequências disso. Do lado de fora da unidade de ensino, elas pintaram no bueiro mais próximo a frase do projeto, pra que toda a comunidade do entorno entenda que cair na rede pluvial, pode comprometer e muito a qualidade dos Balneários. Neste ano, a cidade viu o IMA fazer análises de balneabilidade que apontaram três dos cinco pontos analisados como impróprios para banho. Na última avaliação, um único ponto, na Praia Brava, constava impróprio.

Os ensinamentos pegaram. A pequena Helena Guimarães da Cunha, de apenas quatro anos, já entendeu o risco do lixo descartado de maneira correta:

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– Ele pode entupir o cano, chegar até o rio e sujar toda a praia. E também os animais fofinhos podem morrer afogados de tanto comer lixo.

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O projeto é contínuo na rede municipal de ensino e reforçado em visitas escolares que vão acontecer na Vila da Regata. Agora, os pequenos viraram verdadeiros vigilantes ambientais:

– Eles são semeadores, multiplicadores da nossa sementinha. Então, na verdade, a gente falando um pouquinho todos os dias com eles, todo dia levando uma informação pra casa e continuando é gratificante. É um trabalho de formiguinha, mas a gente sabe que no final vai dar certo – conclui a professora Jaqueline.

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