Tetra 30 anos: O jogo que mudou a história de Romário na Copa do Mundo de 1994

Antes de brilhar na Copa de 94, Romário fez dois gols em partida inesquecível e decisiva no Maracanã

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Tetra 30 anos O jogo que mudou a história de Romário na Copa do Mundo de 1994

Romário jogando na Copa do Mundo de 1994 (Foto: Reprodução, Museu do Futebol)

É impossível falar do Tetra sem falar de Romário. O atacante foi um dos jogadores mais importantes da conquista da Seleção Brasileira há 30 anos. O “Baixinho” foi tema da primeira reportagem da série “Tetra 30”, que começou a ser veiculada no “Esporte Espetacular” no domingo (23).

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O jogo que mudou a história de Romário na Copa do Mundo de 1994

Para falar de Romário no Tetra é preciso voltar um pouco no tempo. Mais precisamente até a partida entre Brasil x Uruguai, no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 19 de setembro de 1993, nas Eliminatórias. O Brasil fazia parte do Grupo B e chegou na última rodada empatado com o mesmo número de pontos de Bolívia e Uruguai.

Para se classificar, precisaria empatar com o bicampeão Uruguai no Maracanã. Müller, que tinha sido titular nas últimas partidas, estava lesionado. A Bolívia ganhou o jogo contra a Venezuela e se classificou. O Brasil precisava vencer o Uruguai. Nas ruas, a pressão popular para Romário ser convocado era imensa.

— O meu maior problema com aquela comissão não era nem o Parreira. É claro que eu tenho que ser realista, o Parreira era o técnico, ele quem determinava e quem escalava. Mas tinham pessoas ali que atrapalhavam muito a situação. Aí chegou em 1993, aquele jogo contra o Uruguai que eles não tinham como não me convocar, porque existia uma pressão muito grande e a seleção precisava muito daquele resultado. Era a primeira vez na história da seleção que se não ganhasse aquele jogo, teria que disputar talvez uma repescagem, dependendo de outros resultados — disse Romário.

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Parreira lembrou do momento em que viu que precisava convocar Romário. Com Müller machucado e Valdeir não indo bem na partida contra a Venezuela, o técnico chegou a um acordo com Zagallo e chamaram o baixinho.

— Esse talvez tenha sido o momento mais emblemático de tudo. Aquela semana foi crucial. Eu vim de Angra para cá (são duas horas de viagem) pensando ‘vou trazer o Romário’. Liguei para o meu coordenador, queridíssimo amigo (que Deus o ilumine sempre), homem que eu tenho a maior admiração, Mario Jorge Lobo Zagallo. E o baixinho chegou, com um espirito maravilhoso e deu no que deu — revelou Carlos Alberto Parreira ao Esporte Espetacular.

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Romário fez os dois gols em um Maracanã lotado com as 120 mil pessoas que comportava na época. O Brasil venceu o Uruguai. No segundo tempo, o atacante fez um gol de cabeça e outro driblando o goleiro.

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— Foi uma atuação primorosa, o Uruguai que tinha um timaço, que brigava por uma vaga na Copa, se eles ganhassem do Brasil, ainda tinham chance de ir a Copa, foi um dos maiores massacres da seleção no Maracanã — disse Parreira.

Romário pronto para brilhar na Copa dos Estados Unidos

O Brasil estava classificado para a Copa do Mundo de 1994 e fez uma campanha vitoriosa nos Estados Unidos, com Romário sendo decisivo em vários momentos. Foi o “Baixinho” que fez o primeiro gol do Brasil no Mundial, contra a Rússia. No segundo jogo marcou contra Camarões e no terceiro jogo também, no empate com a Suécia.

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Nas quartas de final, mais um gol de Romário contra a Holanda e outro na semifinal contra a Suécia novamente. Mais de 94 mil pessoas acompanharam a grande final do Brasil contra a Itália que terminou com empate em 0 a 0 no tempo normal, na prorrogação e foi decidida na cobrança de pênaltis.

Romário, Branco e Dunga marcaram para o Brasil. Na cobrança de Massaro, o goleiro Taffarel defendeu. Roberto Baggio jogou para fora e fez os brasileiros comemorarem o tetracampeonato.

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