Praia “engolida pelo mar” em SC recebe mais de 150 mil mudas de restinga para fixação do maior alargamento do Brasil

O plantio de restinga faz parte do cronograma de alargamento da praia em Itapoá

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Alargamento de praia em Itapoá passa agora por processo de plantação de restinga (Foto: Porto de São Francisco do Sul, Divulgação)

A plantação de restinga no maior alargamento de praia do Brasil, em Itapoá, ultrapassou as 150 mil mudas. A operação faz parte do projeto que engordou 8,8 km de orla, com sedimentos provenientes da dragagem da Baía da Babitonga. Atualmente, os trabalhos seguem na coleta de espécies, cultivos nos viveiros e no plantio das dunas. O alargamento recuperou trechos da orla que haviam sido praticamente engolidos pelo mar.

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Segundo o Porto de São Francisco do Sul, já foram plantadas 156.736 mudas e produzidas 194.273. A previsão de término dos trabalhos está para dezembro de 2026.  O plano é contar com até 280 mil mudas no replantio da vegetação de restinga, em procedimento para maior proteção de orla. As plantas auxiliam na fixação e estabilidade das dunas, o que ajuda no enfrentamento da erosão costeira.

As mudanças na região com a nova orla já são sentidas pelos moradores. “Não tinha como a gente vir para pescar, ficar com as pessoas aqui, colocar um sombreiro, nada para você passar teu dia com a família”, relembra a dona de casa Maria de Fátima Biavatti.

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Veja fotos:

Todas as plantas usadas são nativas da região e são produzidas pelo próprio projeto. A iniciativa ambiental é de responsabilidade e financiada pelo Porto de São Francisco do Sul. As espécies produzidas são:

  • Feijão-da-praia;
  • Capim-da-praia;
  • Bredo-da-praia;
  • Rabo-de-bugio (jacarandá-do-mangue);
  • Salsa-da-praia (batata-da-praia) e
  • Palma (quipá).

Veja fotos do alargamento da praia de Itapoá:

Dragagem do canal da Baía da Babitonga

A operação continua na dragagem do canal da Baía da Babitonga. Iniciada em outubro de 2025, a obra já retirou 10,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos, de um total previsto de 12 milhões de metros cúbicos. Parte do material dragado foi usado na recomposição da orla de Itapoá já concluída. Agora, a previsão é que toda a obra de dragagem seja finalizada neste segundo semestre de 2026.

A dragagem está sendo executada pela draga belga Galileu Galilei. Com a conclusão da obra, será possível a atracação de navios gigantes, embarcações de até 366 metros de comprimento. Atualmente, o limite é de 336 metros, com capacidade para aproximadamente 10 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit). Após a conclusão, essa capacidade passará para até 16 mil TEUs por embarcação. O TEU é usado como medida para quantificar a capacidade de transporte em navios.

A obra de R$ 333 milhões foi viabilizada por meio de uma parceria inédita entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma contrato com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza, que está sendo executada por meio de uma parceria entre o porto público de São Francisco, que aportará R$ 33 milhões, e o terminal privado Itapoá, que financiará R$ 300 milhões. 

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