A morte de 28 toninhas em um intervalo de menos de um mês preocupa pesquisadores que monitoram a fauna marinha no litoral Sul de Santa Catarina. Os registros se concentram entre Laguna e Imbituba, onde a ocorrência de animais mortos tem sido frequente nos últimos meses.
A toninha é considerada criticamente ameaçada de extinção. O animal mais recente foi encontrado na manhã de segunda-feira (2), na praia do Mar Grosso, em Laguna. Um morador localizou o corpo entre dois postos de salva-vidas e acionou a equipe do Programa de Monitoramento de Praias.
Desde outubro, Laguna contabiliza oito toninhas encontradas mortas. Em Imbituba, foram outros cinco registros no mesmo período.
Redes de pesca estão entre as ameaças
A captura acidental em redes de pesca é uma das principais causas de mortalidade da espécie, junto à poluição marinha. Em parte dos animais encontrados no litoral catarinense, os pesquisadores identificaram marcas e equipamentos de pesca.
Os sinais indicam que as toninhas estão utilizando áreas de alimentação que também são frequentadas por pescadores, aumentando o risco de captura acidental.
A preocupação é maior durante os meses de outubro e novembro, quando há aumento dos registros de mortalidade na região. A concentração de mortes em um mesmo trecho do litoral reforça o alerta para a conservação da espécie.
Pesquisadores pedem redução da pesca
As toninhas vivem em águas costeiras do Atlântico Sul, desde o litoral do Espírito Santo até a Argentina. A espécie costuma permanecer em áreas rasas próximas à costa, e este também é o período em que as fêmeas têm seus filhotes.
Diante do cenário, pesquisadores defendem medidas para reduzir a captura acidental, como mudanças nas estratégias de pesca ou a diminuição temporária do esforço pesqueiro na região.
A proposta é reduzir as mortes durante o período de nascimento dos filhotes e contribuir para a preservação da espécie, que já enfrenta risco elevado de extinção.
*Com informações da NSC TV
