10 dicas para reduzir o consumo de sal e açúcar

Veja como diminuir o consumo de forma simples para beneficiar a saúde e prevenir doenças

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Recipientes e colheres de madeira com sal e açúcar

Consumo excessivo de sal e açúcar pode causar danos à saúde (Imagem: Kasabutskaya Nataliya | Shutterstock)

Sempre com açúcar ou sal, é assim que muitas comidas são preparadas, principalmente as industrializadas. E a explicação para isso é simples: alguns brasileiros gostam de utilizar as substâncias para realçar o sabor dos alimentos e aumentarem a experiência sensorial. No entanto, a utilização desses elementos em excesso pode causar sérios problemas ao organismo, como explica Elaine Pavosqui, nutricionista especialista em Nutrição Clínica e Metabolismo.

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“O sal puxa a água, ou seja, retém líquidos. Com isso, o sangue fica mais ‘viscoso’ e com maior dificuldade de passar pelos vasos sanguíneos. Esse aumento crônico da pressão dentro dos vasos leva à hipertensão arterial”, ilustra.

O açúcar refinado, por sua vez, conforme explica a endocrinologista Dra. Claudia Liboni, “é um carboidrato simples, que é rapidamente absorvido e faz com que a glicemia suba rapidamente. Cada pico de glicemia no sangue do paciente lesa, aos poucos, seus órgãos.”

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Considerando isso, selecionamos 10 dicas para você reduzir o consumo desses alimentos e manter a saúde do corpo. Veja!

1. Evite os alimentos processados e ultraprocessados

Geralmente, alimentos processados e ultraprocessados tendem a conter níveis mais elevados de sal e açúcar em comparação com as comidas frescas e não processadas. Isso ocorre porque o sal e o açúcar são usados como conservantes e realçadores de sabor em muitos produtos. Apesar disso, as substâncias podem prejudicar o corpo, especialmente pessoas com diabetes tipo 2.

“A alta ingestão de ultraprocessados pode exacerbar os riscos à saúde em pessoas com diabetes tipo 2, que já correm maior risco de mortalidade prematura, principalmente devido a complicações relacionadas ao diabetes”, diz Dra. Deborah Beranger, endocrinologista com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).

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2. Leia os rótulos dos alimentos

Segundo a Dra. Deborah Beranger, ler os rótulos dos alimentos antes de comprá-los deve ser um hábito do dia a dia. Isso porque as etiquetas incluem informações sobre o grau de processamento das comidas, o que ajuda os consumidores a controlarem a quantidade de calorias ingeridas e a compararem qual produto é o mais indicado para a sua dieta.

3. Coma frutas

As frutas oferecem nutrientes essenciais para a saúde, sendo assim, não é preciso dizer muita coisa para indicar que elas são fundamentais para o corpo humano. Têm baixa caloria, fornecem vitaminas, fibras e antioxidantes para o organismo e ainda são fonte de açúcares naturais, tornando-se uma opção mais saudável para saciar o desejo de comer doce.

4. Utilize temperos naturais

No caso de utilizar o sal para temperar as comidas, é muito importante estar atento à quantidade utilizada, já que, quando consumido em excesso, essa substância pode elevar a pressão arterial, aumentar o risco de doenças cardíacas e renais e favorecer a retenção de líquido, levando ao inchaço. Como alternativa, segundo informações do Ministério da Saúde (MS), você pode investir em temperos naturais como salsa, cebolinha, coentro, alho, cebola e outros.

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5. Reduza o consumo gradativamente

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, é recomendado que a ingestão diária de sal não ultrapasse 5 g, o que corresponde a 2 mg de sódio e a uma colher de chá rasa. Pode ser bem difícil reduzir o consumo de sal e açúcar logo de uma vez. Portanto, o ideal é parar de consumir aos poucos. Para isso, você pode utilizar um medidor ou uma colher sempre que for preparar as suas refeições. A técnica pode até parecer complicada no começo, mas com o tempo torna-se mais fácil.

6. Faça combinações inteligentes

Comer doce em alimentos calóricos, como refrigerantes, sucos e algumas sobremesas, não contribui em nada para aumentar a sua sensação de saciedade. Por isso, o recomendado é investir em combinações que contenham nutrientes como os cereais integrais, o iogurte e a proteína do leite. Também vale aderir ao típico doce depois das refeições, assim você controla os níveis de glicose com mais facilidade.

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7. Evite os petiscos

Comer um petisco com os amigos ou enquanto assiste ao filme ou série pode até ser um atrativo, mas não é nada saudável para a saúde, sobretudo quando em excesso. Isso porque, normalmente, os alimentos utilizados para isso são amendoins, salgadinhos e batatas chips que possuem uma alta quantidade de sal em sua composição. No entanto, você não precisa eliminá-los do momento de lazer do seu dia, basta fazer substituições mais saudáveis, como frutas, oleaginosas e legumes.

8. Pratique exercícios físicos

A prática regular de exercícios está associada a um estilo de vida mais saudável, o que pode aumentar a motivação para fazer escolhas mais conscientes. Além disso, em questões físicas, a atividade acelera o metabolismo e melhora a sensibilidade à insulina, ajudando a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, bem como favorece a circulação sanguínea e a saúde cardiovascular, diminuindo a pressão arterial. “Qualquer atividade física faz bem à saúde, desde que seja praticada com coerência”, afirma Rodrigo Buzatto, personal trainer.

9. Coma a cada três horas

Fracionar a alimentação ajuda a controlar a fome ao longo do dia, assim você mantém os níveis de açúcar e sal estáveis, evitando a necessidade de consumir alimentos menos saudáveis. “Quem adota uma dieta fracionada, com refeições de 3 em 3 horas, começando o dia com um bom café da manhã, pode eliminar até 5 kg em 1 mês”, incentiva Pérola Ribaldo.

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10. Consulte um nutricionista

Consultar um nutricionista para reduzir o consumo de sal e açúcar é uma escolha sábia por várias razões, entre elas, destaca-se o conhecimento especializado, que irá ajudar o paciente a fazer escolhas mais conscientes e identificar as comidas que devem ser evitadas no seu cardápio. Além de estratégias de substituição e orientação personalizada, que serão extremamente úteis para avaliar a necessidade de cada pessoa e sugerir alternativas saudáveis.

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